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quinta-feira, dezembro 22, 2011

Ernani-4ºparte

Don Carlo, o rei da Espanha, aparece mascarado de camponês mas Elvira reconhece-o o rei declara o seu amor por ela, embora saiba que ela prefere Ernani, chega, ansioso para persuadi-la a abandonar tudo para ficar com ele. O Rei ignora recepção gelada Elvira, preparando-se para a raptar,

Ernani surge então impedindo esse acto ao mesmo tempo que acusa o rei de ser o responsável pela morte de seu pai




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domingo, dezembro 18, 2011

Ernani-3ºparte

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No castelo de Silva em vésperas do casamento, Elvira declara o seu amor por Ernani elevando os seus pensamentos para o desejo que ele a venha salvar desse casamento

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Ernani-2ºparte

O comandante dos revoltoso Ernani o nobre poscrito pelo rei D.Carlos e que deseja vingar a morte de seu pai às mãos desse rei reinante.(Come rugiada al cespite'')

Ele anuncia sua intenção de sequestrar Elvira, por quem está apaixonado, ( O tu che l'alma adora) mas que está prestes a casar-se com seu tio idoso, Don Ruy Gomez de Silva


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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Ernani-1ºparte

Ernani é uma ópera em quatro actos do compositor italiano Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave, baseado na obra Hernani de Victor Hugo.

Estreou no teatro La Fenice de Veneza em Março de 1844.

O que aqui pretendo trazer é uma produção de 1984, com a presença da espantosa Mirella Freni no papel de Elvira acompanhada de Plácido Domingo, Renato Bruson e Nicolai Ghiaurov
o mais fantástico baixo que ouvi cantar e que nesta altura era casado com Freni.

História

No ano de 1.519 numa floresta nas montanhas de Aragão, um grupo de rebeldes estão comemorando a revolta contra o rei D.Carlos.




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sexta-feira, novembro 25, 2011

Elixir do amor

Conductor Mario Rossi - 1968
Orchestra - RAI Torino
Chorus - RAI Torino

Adina - Mirella Freni
Nemorino - Renzo Casellato
Dulcamara - Sesto Bruscantini
Belcore - Mario Basiola jnr.
Giannetta - Elena Zilio

quarta-feira, novembro 16, 2011

Werther

Esta ópera em quatro actos, aqui reproduzida na integra, com libreto de Edouard Blau, Paul Milliet e Georges Hartmann, segundo o romance Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe. de 1774, foi composta após os grandes sucessos dos trabalhos de Massenet, Manon e Hérodiade, considerada pelos especialistas a partitura mais livre de convenções escrita pelo compositor.

Trata-se de uma ópera cara ao público lisboeta que teve a oportunidade de a ouvir, pela última vez, pelas vozes de Alfredo Kraus e Ileana Cotrubas, em Maio de 1990.

A acção de Werther desenrola-se em Frankfurt. Foi numa Primavera, símbolo do amor e da natureza, que o jovem Werther conheceu Charlotte, resultando desse encontro uma paixão muito intensa. Apesar de tão nobres sentimentos os unirem, o seu amor era impossível, uma vez que Charlotte, no leito de morte da sua mãe, prometera casar com Albert.

A temática do suicídio consequente do amor impossível, juntamente com a escrita musical fortemente marcada pelo uso da técnica do leitmotiv traduz-se assim numa agradável combinação de factores que tornam este trabalho numa ópera de culto.

Aqui pode assistir-se à reprodução integral dessa ópera representada em Barcelona no Liceo em 1987. com o seguinte elenco

Werther ....................... Alfredo Kraus
Charlotte ..................... Renata Scotto
Sophie ................. Maria Angeles Peters
Albert ................... Vincenzo Sardinero
Le Bailli ................ Alfonso Echeverria
Johann ....................... José Castillón
Schmidt ................... José (Josep) Ruiz
Brühlmann .................. Gervasio Ventura
Kätchen ....................... Lucila Dávila
Orchestra Simfonica del Gran Teatro del Liceo
Coro de Nais de l'Escola Pia Lames
Conductor ..................... Alain Guingal
Dirección escénica ....... Giuseppe De Tomasi
Escenografía .......... Ferruccio Villagrossi

  • 1º e 2º acto



  • 3º e 4º acto

quarta-feira, outubro 19, 2011

A força do destino-10ºparte

No início do 2º acto, num descampado perto de Valletri, ouvem-se vozes de patrulha que faz uma ronda. D.Álvaro fardado de capitão dos granadeiros espanhóis sob o efeito duma beberagem que Preciosilha lhe preparara e que lhe provoca visões D.Álvaro isola-se e invoca o seu passado La vitta é inferno all infelice

Relembra a sua infância filho dum fidalgo espanhol, nascido no Peru e que casou com uma descendente dos Reis incas e organizou uma rebelião contra os colonizadores o que lhe valeu o cárcere onde Álvaro viria a nascer. Foi depois criado por uma família inca, aprendendo com eles a evocação dos espíritos sob efeito de poções. À visão da sua mãe uma rainha inca, segue-se a da noiva perdida Leonor, que D.Álvaro supõe ter morrido

La vita è inferno all'infelice.
Invano morte desio!
Siviglia!
Leonora!
Oh, rimembranza! Oh, notte
Ch'ogni ben mi rapisti!
Sarò infelice eternanmente, è scritto.
Della natal sua terra il padre volle
Spezzar l'estranio giogo,
E coll'unirsi
All'ultima dell'Incas la corona
Cingere confidò.
Fu vana impresa.
In un carcere nacqui;
M'educava il deserto;
Sol vivo perchÈ ignota
È mia regale stirpe!
I miei parenti
Sognaro un trono, e li destò la scure!
Oh, quando fine avran
Le mie sventure!

À visão da sua mãe uma rainha inca, segue-se a da noiva perdida Leonor, que D.Álvaro supõe ter morrido e a quem suplica que o não esqueça e lhe envie a morte que tem buscado nos campos de batalha


O tu che seno agli angeli
Eternamente pura,
Salisti bella, incolume
Dalla mortal jattura,
Non iscordar di volgere
Lo sguardo a me tapino,
Che senza nome ed esule,
In odio del destino,
Chiedo anelando,
Ahi misero,
La morte d'incontrar.
Leonora mia, soccorrimi,
Pietà del mio penar!
Pietà di me!


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sábado, maio 14, 2011

A força do destino-9ºparte

No adro interior do mosteiro, frente à igreja de Nossa Senhora dos Anjos, com círios nas mãos , os frades saiem da igreja e formam alas por entre os quais passa o neófito (D.Leonor vstida de burel), que se prosta aos pés do padre guardião.

Esta anuncia o propósito de isolamento do novo irmão e ameça com a maldição divina quem quer que se aventure a visitá-lo ou procure desvendar o seu segredo (un alma a piangere)

Il santo nome di Dio Signore
Sia benedetto.

CORO
Sia benedetto.

GUARDIANO
Un'alma a piangere viene l'errore,
Tra queste balze chiede ricetto;
Il santo speco noi le schiudiamo.
V'è noto il loco?

CORO
Lo conosciamo.

GUARDIANO
A quell'asilo, sacro, inviolato,
Nessun si appressi.

CORO
Obbediremo.

GUARDIANO
Il cinto umile non sia varcato
Che nel divide.

CORO
Nol varcheremo.

GUARDIANO
A chi il divieto
Frangere osasse.
O di quest'alma
Scoprir tentasse
Nome o mistero:
Maledizione!

CORO
Maledizione!
Maledizione!
Il cielo fulmini,
Incenerisca,
L'empio mortale
Se tanto ardisca;
Su lui scatenisi
Ogni elemento,
L'immonda cenere
Ne sperda il vento.

Depois ordena a Leonor que se levante e dá-lhe as últimas instruções, só dverá saír da gruta uma vez em cada sete dias para buscar o alimento que ele lhe irá deixar, porém se correr perigo ou sentir chegado o último momento pderá tocar à entrada da caverna. Todos acompanha a oração do neófito à virgem tutelar do mosteiro La vergina degli angeli

GUARDIANO

Alzatevi e partite. Alcun vivente
Più non vedrete. Dello speco il bronzo
Ne avverta se periglio vi sovrasti,
O per voi giunto sia l'estremo giorno . . .
A confortarvi l'alma volerem
Pria che a Dio faccia ritorno.

TUTTI
La Vergine degli Angeli
Vi copra del suo manto,
E voi protegga vigile
Di Dio l'Angelo santo.

LEONORA
La Vergine degli Angeli
Mi copra del suo manto.
E mi protegga vigile
Di Dio l'Angelo santo.

TUTTI
La Vergine degli Angeli, ecc.


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segunda-feira, abril 25, 2011

A força do destino-8ºparte

GUARDIANO
A te sia gloria, o Dio clemente,
Padre dei miseri onnipossente.
A cui sgabello sono le sfere!
Il tuo volere si compirà!

O padre guardião comovido acede ao pedido de Leonor mas pergunta-lhe se a sua vontade é firme

È fermo il voto?

LEONORA
È fermo.

GUARDIANO
V'accolga dunque Iddio.

LEONORA
Bontà divina!

GUARDIANO
Sol io saprò chi siate. Tra le rupi è uno speco; ivi
starete. Presso una fonte, al settimo dì, scarso cibo
porrovvi io stesso.

LEONORA
V'andiamo.

GUARDIANO

(chamando o monge auxiliar)

Melitone?

dá-lhe as suas instruções para que antes de partir receba o consolo da comunhão e seja recebida cpo todos os monges

Tutti i fratelli con ardenti ceri,
Dov' è l'ara maggiore,
Nel tempio si raccolgan del Signore.

Sull'alba il piede all'eremo
Solinga volgerete;
Ma pria dal pane angelico
Conforto all'alma avrete.
Le sante lane a cingere
Ite, e sia forte il cor.
Sul nuovo calle a reggervi
V'assisterà il Signor.

Leonor dá graças a Deus pela satisfação dada à sua ânsia de reclusão e penitência enquanto o guardião a conduz ao mosteiro
LEONORA
Tua grazia, o Dio.
Sorride alla regetta!
O, gaudio insolito!
Io son ribenedetta!
Già sento in me rinascere
A nuova vita il cor;
Plaudite, o cori angelici,
Mi perdonò il Signor.

Nunca é demais relembrar que esta Leonor é cantada pela grande Renata Tebaldi por Boris Christoff com quem foi efectuada uma gravação em 1958 que contava também com Franco Corelli, Etore Bastianini entre outros

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quarta-feira, abril 20, 2011

A força do destino-7º parte

Atende-a um irmão mal humorado, Frei Melitone, que com certa relutância acede a chamar o padre guardião, superior do mosteiro.Ao saber de quem se trata diz a Leonor que se ajoelhe ao pé do cruzeiro e lhe abra a alma.

Leonor conta-lhe os seus temores e os seus remorsos e pede guarida

LEONORA
Infelice, delusa, rejetta,
Dalla terra e del ciel maledetta,
Che nel pianto protratavi al piede,
Di sottrala all'inferno vi chiede.

GUARDIANO
Come un povero frate lo può?

LEONORA
Padre Cleto un suo foglio v'inviò?

GUARDIANO
Ei vi manda?

LEONORA
Sì.

GUARDIANO

Dunque voi siete
Leonora di Vargas!

LEONORA
Fremete!

GUARDIANO
No, venite fidente alla croce,
Là del cielo v'ispiri la voce.


LEONORA
Più tranquilla, l'alma sento
Dacché premo questa terra;
De' fantasmi lo spavento
Più non provo farmi guerra …
Più non sorge sanguinante
Di mio padre l'ombre innante,
Né terribile l'ascolto
La sua figlia maledir.

GUARDIANO
Sempre indarno qui rivolto
Fu di Satana l'ardir.

LEONORA
Perciò tomba qui desio
Fra le rupi ov'altra visse.

GUARDIANO
Che! Sapete?

LEONORA
Cleto il disse.

GUARDIANO
E volete …

LEONORA
Darmi a Dio.

GUARDIANO
Guai per chi si lascia illudere
Dal delirio d'un momento!
Più fatal per voi sì giovane
Giungerebbe il pentimento.

LEONORA
Ah, tranquilla l'alma sento, ecc.
GUARDIANO
Guai per chi si lascia illudere. Guai!
Chi può leggere il futuro?
Chi immutabil farvi il core?
E l'amante?

LEONORA
Involontario
M'uccise il genitor.

GUARDIANO
E il fratello?

LEONORA
La mia morte
Di sua mano egli giurò.

GUARDIANO
Meglio a voi le sante porte
Schiuda un chiostro.

O Padre guardião aconselha-a entrar num convento de freiras. mas Leonor reage com violência, dizendo que ali é o seu porto de abrigo, naquela gruta, junto ao mosteiro, onde viveu e morreu um frade solitário e se não a acolherem fugira para os montes e viverá entre as feras


LEONORA
Un chiostro? No!
Se voi scacciate questa pentita
Andrò per balze, girdando aita,
Ricovro ai monti, cibo alle selve.
E fin le belve ne avran pietà.
Ah, sì, del cielo qui udii la voce:
"Salvati all'ombra di questa croce."
Voi mi scacciate? È questo il porto.
Chi tal conforto mi toglierà?

GUARDIANO
A te sia gloria, o Dio clemente,
Padre dei miseri onnipossente.
A cui sgabello sono le sfere!
Il tuo volere si compirà!


O padre Guardião acede ao seu pedido.


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domingo, abril 17, 2011

A Força do destino-6º parte

No quadro seguinte em frente ao portão do mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos, nos arredores de Hornachuelos, D.Leonor vestida de homem chega exausta ao mosteiro mal refeita ds surpresas que se lhe depararam na estalagem

O seu irmão persegue-o D.Alvaro fugiu para a América

Sono giunta! Grazie, o Dio!
Estremo asil guesto è per me!
Son giunta! Io tremo! La mia orrenda storia è nota
in quell'albergo, e mio fratel narrolla!
Se scoperta m'avesse! Cielo! Ei disse naviga
vers' occaso. Don Alvaro! Né morto cadde quella
notte in cui io, io del sangue di mio padre intrisa,
l'ho seguito e il perde! Ed or mi lascia, mi fugge!
Ohimé, non reggo a tanta ambascia.
Cade in ginocchio

Leonor ajoelha e pede à virgem piedosa que lhe perdoe os pecados e a jude a esquecer o ingrato que ainda ama

Madre, pietosa Vergine,
Perdona al mio peccato,
M'aita quel ingrato
Dal core a cancellar.
In queste solitudini
Espierò l'errore,
Pietà di me, Signore.
Deh, non m'abbandonar!
L'organo accompagna il canto mattutino dei frati
Ah, quei sublimi cantici,
Si alza
Dell'organo i concenti,
Che come incenso ascendono
A Dio sui firmamenti,
inspirano a quest'alma
Fede, conforto e calma!

Ouve-se ao longe as vozes dos frades cantando matinas

CORO DEI FRATI

Venite, adoremus et procedamus ante Deum,
Ploremus, ploremus coram Domino, coram
Domino qui fecit nos.

Leonora decide-se a bater à porta do convento

LEONORA
S'avvia
Al santo asilo accorrasi.
E l'oserò a quest'ora?
Alcun potria sorprendermi!
O misera Leonora, tremi?
Il pio frate accoglierti no, non ricuserà.
Non mi lasciar, soccorrimi, pietà Signor, pietà!
Deh, non m'abbandonar!




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sábado, abril 09, 2011

A força do destino-5 º parte

Os peregrinos que passam cantavam

CORO DI PELLEGRINI

Padre Eterno Signor,
Pietà di noi,
Divin Figlio Signor,
Pietà di noi.
Santo Spirito Signor,
Pietà di noi.
Uno e Trino Signor,
Pietà di noi.

TUTTI

Chi sono?

ALCADE
Son pellegrini che vanno al giubileo.

LEONORA

Fuggir potessi!

DON CARLO, MULATTIERI

Che passino attendiamo.

ALCADE

Preghiam con lor.

TUTTI
Preghiamo.
Lasciano la mensa e s'inginocchiano
Su noi prostrati e supplici
Stendi la man, Signore;
Dall'infernal malore
Ne salvi tua bontà.
Signor, pietà!

Os peregrinos encapuzados, que pediam esmola, pararam em frente a D.Leonor que se retira para o seu quarto, enquanto D.Carlos interpela de novo Trabuco, sobre a identidade do misterioso viajante. Propondo que lha faça uma partida e que se lhe pinte um bigode enquanto dorme, embora todos se riam Trabuco recusa proibindo-o de incomodar os viajantes.


Interpelado depois sobre a sua origem D.Carlos conta veladamente a sua própria história como se fosse de outrem mas assumindo a identidade de Pereda , um estudante da Universidade de Salamanca, tem um amigo D.Carlos a quem assassinaram o pai e raptaram a irmã e lhe pedira ajuda na procura do assassino e da sua amante. Preciosiha não acredita na história que este conta e Leonor que ouviu escondida a narrativa, abandona a estalagem

Lo vuoi saper? Ecco l'istoria mia.
Son Pereda, son ricco d'onore,
Baccelliere mi fe' Salamanca;
Sarò presto in utroque dottore,
Che di studio ancor poco mi manca.
Di là Vargas mi tolse da un anno,
Ed a Siviglia con sé mi guidò.
Non astenne Pereda alcun danno,
Per l'amico il suo core parlò.
Della suora un amante straniero
Colà il padre gli avea trucidato,
Ed il figlio, da pro' cavaliero,
La vendetta ne aveva giurato;
Gl'inseguimmo di Cadice in riva,
Né la coppia fatal si trovò.
Per l'amico Pereda soffriva,
Che il suo core per esso parlò.
Là e dovunque narrar che del pari
La sedotta col vecchio peria,
Che a una zuffa tra servi a sicari
Solo il vil seduttore sfuggìa.
Io da Vargas allor mi staccava,
Ei seguir l'assassino giurò.
Verso America il mare solcava,
E Pereda ai suoi studi tornò!

Os principais interpretres aqui são Ettore Bastianini e a mezzo Orália Dominguez

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domingo, abril 03, 2011

A Força do destino-Viva la guerra

O primeiro acto decorre numa estalagem perto de Córdova, onde D.Carlos de Vargas, irmão de D.Leonor, faz parte da alegre campanha. Está ali clandestinamente fazendo-se passar por estudante.

Desde que o pai morreu , tem procurado incessantemente a irmã e o seu raptor para fazer justiça pelas suas próprias mãos

Por coincidência Leonor também se encontra na estalagem vestida de homem.

Entretanto entra na estalagem Preciosilha uma cigana que anda a angariar soldados para a guerra que rebentou na Itália que opõe espanhóis e italianos e alemães e austríacos, prometendo dinheiro glórias e honrarias (Al suon del tamburo). D.Carlos entra no jogo e pede à cigana que lhe leia o futuro, que lhe profetiza desgraças.

Ouvem-se entretanto lá fora os cânticos dos peregrinos que vão ao jubileu e na estalagem todos ajoelham rezando

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Nesta documento destaca-se a participação da mezzo Orália Dominguez

PREZIOSILLA
Viva la guerra!

TUTTI
Preziosilla! Brava, brava!

CARLO e CORO
Qui, presso a me . . .

TUTTI
Tu la ventura dirne potrai.

PREZIOSILLA
Chi brama far fortuna?

TUTTI
Tutti il vogliamo.

PREZIOSILLA
Correte allor soldati
In Italia, dov'è rotta la guerra
contro il Tedesco.

TUTTI
Morte
Ai Tedeschi!

PREZIOSILLA
Flagel d'Italia eterno,
E de figlioli suoi.

TUTTI
Tutti v'andremo.

PREZIOSILLA
Ed io sarò con voi.

TUTTI
Viva!

PREZIOSILLA
Al suon del tamburo,
Al brio del corsiero,
Al nugolo azzurro
Del bronzo guerrier;
Dei campi al sussurro
S'esalta il pensiero!
È bella la guerra, è bella la guerra!
Evviva la guerra, evviva!

TUTTI
È bella la guerra, evviva la guerra!

PREZIOSILLA
È solo obliato
Da vile chi muore;
Al bravo soldato,
Al vero valor
È premio serbato
Di gloria, d'onor!
È bella la guerra! Evviva la guerra! ecc.

TUTTI
È bella la guerra! Evviva la guerra! ecc.

PREZIOSILLA
volgendosi all'uno e all'altro
Se vieni, fratello,
Sarai caporale;
E tu colonnello,
E tu generale;
Il dio furfantello
Dall'arco immortale
Farà di cappello
Al bravo uffiziale.
È bella la guerra, evviva la guerra!

TUTTI
È bella la guerra, evviva la guerra!

CARLO
presentandole la mano
E che riserbasi allo studente?

PREZIOSILLA
guardando la mano
Ah, tu miserrime vicende avrai.

CARLO
Che di'?

PREZIOSILLA
fissandolo
Non mente il labbro mai.
poi, sottovoce
Ma a te, carissimo,
Non presto fé.
Non sei studente,
Non dirò niente,
Ma, gnaffe, a me
Non se la fa,
Tra la la la!

sábado, abril 02, 2011

Força do destino(A)-Ah per sempre o mio bell'angio

Ouve-se um tropel de cavalos e D.Álvaro entra pouco depoi pela janela que dá para a varanda Ah per sempre o mio bell'angio, que lhe diz que partam sem demora ao que Leonor no auge da sua perturbação pede-lhe que adiem a partida para o dia seguinte e se pudesse ver o pai e falar-lhe uma última veza sua felicidade seria completa Dimani si partirá.

Dimani si partirà.
Anco una volta il padre mio,
Povero padre, veder desio;
E tu contento, gli è ver, ne sei?
Sì, perché m'ami, né opporti dei;
Anch'io, tu il sai, t'amo io tanto!
Ne son felice, oh cielo, quanto!
Gonfio di gioia ho il cor! Restiamo . . .
Sì mio Alvaro, io t'amo, io t'amo!

D.Alvaro diz que a liberta porque pensa que o seu amor não é retribuido , mas lo bastou para que Leonor reafirme o seu amor por Álvaro numa declaração exaltada que o comove e convence, Ah seguirti fino agl ultimi confino della terra , é o dueto aqui cantado por Renata Tebaldi e Franco Corelli


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LEONORA
Son tua, son tua col core e colla vita!
Seguirti, fino agli ultimi
Confini della terra;
Con te sfidar, impavida
Di rio destin, la guerra,
Mi fia perenne gaudio
D'eterea voluttà.
Ti seguo. Andiam,
Dividerci il fato non potrà.

ALVARO
Sospiro, luce ed anima
Di questo cor che t'ama.
Finché mi batte un palpito
Far paga ogni tua brama
Il solo ed immutabile
Desio per me sarà.
Mi segui. Andiam,
Dividerci il fato non potrà.

Aparece entretanto o marquês, invectivando D.Alvaro como um vil sedutor, que indignado assegura ao fidalgo que a sua filha está pura e que o seu amor não é um delito e que a ele se oferece como único rsponsável pondo a sua vida à disposição do marquês. Junta o gesto à palavra lança a pistola ao chão comoprova de submissão, mas ao cair a pistola dispara um tiro que atinge mortalmente o marquês, cujas palavras são amaldiçoando a sua filha

quinta-feira, março 31, 2011

É noite a infanta D.Leonor de Vargas, filha do marquês de Calatrava, espera nervosamente pela chegada de D.Álvaro seu noivo que a vem raptar da casa de seus pais em Sevilha, porque seu pai tinha repudiado a proposta de casamento de D.Álvaro e proibira-a de o voltar a ver, Para o marquês era impensável uma união duma Calatrava, com um qualquer estrangeiro, um lebeu com sangue índio, que fez fortuna como toureiro, como sesu pai julga, embora isso não corresponda à verdade e que D.Leonor sabe mas que o seu noivo lhe fez jurar que não revelava.

Uma amiga cigana de D.Alvaro, famosa pela sua beleza e pelos seu dotes de magia e de vidência, tinha-lhe referido maus agoiros que a traziam agitada.

A espera de D.Leonor é interrompida pela entrada do pai e da sua aia Curra, que vem desejar boa noite à sua filha

Quando o marquês sai a sua aia e confidente Curra interpela-a dizendo que a acha tristonha e hesitante lembrando-lhe que D.Alvaro arrisca a vida ao raptá-la. Leonor responde prontamente Me, pellegrina ed orfana, para que não ponha em causa o seu amor, mas que os remorsos e a dor que lha causa a separação a que se vê forçada, são muito intensas



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Destaca-se a primeira ária da protagonista Me, pellegrina ed orfana

Me, pellegrina ed orfana,
Lungi dal patrio nido.
Un fato inesorabile
Sospinge a stranio lido;
Colmo di triste immagini,
Da' suoi rimorsi affranto.
È il cor di questa misera
Dannato a eterno pianto, ecc.
Ti lascio, ahimé, con lacrime,
Dolce mia terra, addio;
Ahimé, non avrà termine
Per mi sì gran dolore! Addio.


A interpretação é de Renata Tebaldi e de Giorgio Algorta

quarta-feira, março 30, 2011

Força do destino-Abertura

La forza del destino é uma ópera italiana de Giuseppe Verdi, com libretto de Francesco Maria Piave baseado num drama espanhol, Don Álvaro, o La Fuerza del sino (1835), por Ángel de Saavedra, duque de Rivas, com uma cena adaptada de Friedrich Schiller Wallensteins Lager. Foi realizada a estreia no Teatro Bolshoi Kamenny de São Petersburgo, na Rússia, em 10 de Novembro de 1862.

Uma das gravações mais conceituadas dessa ópera foi a de 1958 cantada por

Renata Tebaldi,
Franco Corelli,
Ettore Bastianini,
Oralia Dominguez
Renato Capecchi,
Boris Christoff

Francesco Molinari-Pradelli, dirigiu a Orchestra e coro del Teatro di San Carlo em Napoles


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quinta-feira, novembro 19, 2009

I Pagliacci-E allor perche,

, Nedda canta "Non mi tentar" uma resposta à proposta que Silvio o seu amante lhe fizera de fugirem os dois diz-lhe ela

Para não a tentar
Queres que perca a vida ?
Cala-te Silvio, não digas mais
é delírio, é loucura
Eu confio em ti
em ti a quem dei o coração
Não abuses de mim
do meu febril amor
Não me tentes
Tm piedade de mim.
Mas quem sabe
Talvez seja melhor partir
o destino está contra nós
tudo o que dissermos é em vão
E, no entanto, do meu coração
já não te posso arrancar,
viverei só do amor
que despertaste no meu coração

Enquanto Silvio tenta dizer-lhe o que será dele quando ela partir ?





Inicia-se então um dueto belíssimo, onde Silvio lhe pergunta "Se querias partir amanhã porque me enfeitiçaste ?", recorda-lhe o beijo voluptuoso que ela lhe dera.

Se já esqueceste
essas horas fugazes
eu não pude esquecê-las
E quero viver
mais ardentes estremecimentos
mais beijos quentes
que tanta febre
me puseram no coração

Nedda responde-lhe negado que se tenha esquecido, porque perturbada ficou pelo amor do olhar dele, afirmando que quer viver junto dele, acabando

A ti me dou
só a ti obedeço
E eu te tomo
e inteira me abandono
Esqueçamos tudo
Olha-me nos olhos
Beija-me beija-me
esqueçamos tudo

Que repetem apaixonadamente em uníssono.

Só que a cena tinha sido observada por Tonio que murmurara

Apanhei-te desavergonhada




domingo, fevereiro 01, 2009

I Pagliacci-Silvio a quest hora che imprudenza

Entretanto chega Sílvio o seu amante , que lhe diz não arriscar nada porque

De longe vi
Canio e Beppe na taberna
na taberna os avistei
mas prudente
vim pelo caminho
da floresta que conheço

Ela conta-lhe então o que se passou com Tonio o corcunda. Silvio então pergunta-lhe se ela quer viver para sempre nessas ânsias

As festas terminaram
e todos partirão amanhã
Nedda ! Nedda!
E quando tu
tiveres partido
que será de mim
da minha vida ?

Nedda
responde-me
Se é verdade que nunca amaste Canio
se é verdade que odeias
a vagabundagem e o trabalho
que fazes,
se esse teu imenso amor
não é uma mentira,
partamos esta noite
foge, foge comigo !

Para ouvir esta peça cilcar >>>>>>>>>>> aqui

domingo, dezembro 14, 2008

I Pagliacci-So ben che difforme

Nedda não se tinha apercebido que Tonio a observava com um desejo obsessivo.
Este diz-lhe

Sei bem que disforme
e corcunda sou
que apenas desperto
a troça e o horor,
No entanto o pensamento
tem um sonho, um desejo,
e um palpitar o coração !
Quando, desdenhosa
passas junto a mim
não sabes quanto pranto
me arranca a dor
Porque, contra a minha vontade,
sofri o encanto,
venceu-me o amor !
Oh ! deixa-me dizer-te ...

Mas Nedda interrompe-o com agreste ironia, maltratando os obscuros sentimentos do palhaço que se aproxima dela, que o ridiculariza, enquanto ele entre ameaças e súplicas lhe diz "Não sabes quanto pranto me arranca a dor. Não te rias, não"

Enquanto Nedda lhe diz

Acaso tendes comichão nas costa
ou será preciso um puxão de orelhas
para acalmar o vosso ardor ?

respondendo Tonio

Tu zombas ? Desgraçada
Pela cruz de Cristo
cuidado que podes
paga-lo muito caro.

Tonio tenta beijá-la e quando ela o afasta diz-lhe

Pela Virgem Santa de Agosto
Nedda, te juro
que mo pagarás

Retorquindo-lhe Nedda

Víbora, Vai-te
Não me metes medo,
eu compreendi-te,
Tens a alma como
o teu corpo ,,,
disforme... asqueroso



segunda-feira, dezembro 08, 2008

I Pagliacci-Qual fiamma avea nel guardo

Nedda fica sozinha e um pouco apreensiva, iniciando então sa sua ária, sendo a primeira parte da ária composta por um série de frases d aparência recitada, que recordam o tema da ameça anterior de Cânio. Num segundo momento, o canto adquire um carácter mais lírico, quando a rapariga se deleita com o sol de meados de Agosto. A alusão aos pássaros é fica assinalada pelas cordas e pr flautim e Nedda imita o seu trinado. A ária propriamente dita começa com a frase "Stridono lassú, liberamente"

Chilreiam lá em cima livremente
e lançam-se em voo
voando como flechas
as aves,
Desafiam as nuvens
e o sol ardente
e seguem pelos caminhos,
do céu.
Deixai vagear
pela atmosfera,
esses seres sedentos
de azul e esplendor
também eles perseguem
um sonho,uma quimera,
vão por entre as
nuvens de ouro !
Que os acosse
o vento
e ruja
a tempestade,
com as asas abertas
tudo desafiam
a chuva,
os trovões,
nada os pode deter,
e voamsobre os abismos e o mar.
Vão para um país estranho
que sonham talvez,
e que procuram em vão
Mas os ciganos do céu,
seguem o misterioso poder,
que os impele e vão !

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quinta-feira, dezembro 04, 2008

I Pagliacci-Verso la chiesa

O coro inicia então o seu canto que reflecte um dia de festa

Para a igreja
vão os compadres,
São eles que acompanham
a comitiva
que, aos pares , às vesperas
vão com alegria.
Os sinos
Ah! vamos
o sino chama-nos aos senhor

Canio que estava de saída recorda que o espectáculo é às onze da noite

O Coro retoma cantando o mesmo convite para a ida a missa, é um canto de felicidade
acabando por dizer

Atenção companheiros
Din,don tudo irradia
luz e amor. Ah!
Mas os velhos vigiam
os atrevidos amantes
Já tudo irradia
irradia, luz e amor

Don, din, don etc.


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segunda-feira, dezembro 01, 2008

I Pgliacci-Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo

Canio começa então a fazer a apresentação do espectáculo, dizendo que é às onze da noite, podendo assistir ás angústias do bom palhaço e como ele se vinga, fazendo tremer a carcassa de Tonio.

O povo aceita o convite diz que estará presente.

A propósito dum copo numa taberna na encruzilhada, que um aldeão convida Canio para beber e que este aceita, porém perante a recusa de Tonio em ir, há um outro aldeão que insinua que ele não quer ir, para ficar sozinho e fazer a corte a Nedda a mulher do palhaço.

Após o que se inicia a primeira ária do tenor " Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo"
onde ele diz

Que é melhor não se jogar esse jogo
falo para Tonio
e para outros também.
O teatro e a vida
não são a mesma coisa
E se ali em cima
o Palhaço surpreende
a sua esposa , com o belo galã
no quarto
faz um cómico sermão,
depois se acalma e rende-se
à força de pauladas
E o público aplaude
rindo alegremente.
Mas se surpreendesse Nedda
a sério, de outro modo
acabaria a história;
tão certo como estar
aqui a falar convosco !
Este jogo, acreditai-me
é melhor não o jogar,

Alguém lhe pergunta Tão a sério levas então a coisa ?

A que Canio responde simplesmente

Eu ? Se vos parece
desculpai-me
Adoro a minha esposa


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sexta-feira, novembro 28, 2008

I Pagliacci-Eh son qua

Quando se abre o pano, anuncia-se a chegada à aldeia de Montalto de Calabria, duma companhia de palhaços de Canio, um modestíssimo grupo que viaja com uma pequena carroça e uma mula e que vem dar uma representação aproveitando a festa do lugar.

O coro dos aldeãos, transmite a alegria que vai por ali, comentando a chegada do palhaços do simpático Arlequim. Comentando que eles atiram ao ar os chapéus e dando vivas ao príncipe dos Palhaços como lhe chama, que afugenta as preocupações com o seu bom humor.

Acabando a dizer

Viva ! Viva o Palhaço
que garotos tão endiabrados
Deus seja bendito
Viva ! Viva o palhaço
todos te aplaudem

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