É noite a infanta D.Leonor de Vargas, filha do marquês de Calatrava, espera nervosamente pela chegada de D.Álvaro seu noivo que a vem raptar da casa de seus pais em Sevilha, porque seu pai tinha repudiado a proposta de casamento de D.Álvaro e proibira-a de o voltar a ver, Para o marquês era impensável uma união duma Calatrava, com um qualquer estrangeiro, um lebeu com sangue índio, que fez fortuna como toureiro, como sesu pai julga, embora isso não corresponda à verdade e que D.Leonor sabe mas que o seu noivo lhe fez jurar que não revelava.
Uma amiga cigana de D.Alvaro, famosa pela sua beleza e pelos seu dotes de magia e de vidência, tinha-lhe referido maus agoiros que a traziam agitada.
A espera de D.Leonor é interrompida pela entrada do pai e da sua aia Curra, que vem desejar boa noite à sua filha
Quando o marquês sai a sua aia e confidente Curra interpela-a dizendo que a acha tristonha e hesitante lembrando-lhe que D.Alvaro arrisca a vida ao raptá-la. Leonor responde prontamente Me, pellegrina ed orfana, para que não ponha em causa o seu amor, mas que os remorsos e a dor que lha causa a separação a que se vê forçada, são muito intensas
Destaca-se a primeira ária da protagonista Me, pellegrina ed orfana
Me, pellegrina ed orfana,
Lungi dal patrio nido.
Un fato inesorabile
Sospinge a stranio lido;
Colmo di triste immagini,
Da' suoi rimorsi affranto.
È il cor di questa misera
Dannato a eterno pianto, ecc.
Ti lascio, ahimé, con lacrime,
Dolce mia terra, addio;
Ahimé, non avrà termine
Per mi sì gran dolore! Addio.
A interpretação é de Renata Tebaldi e de Giorgio Algorta
Agradeço que quem encontrar a observação de video não disponível me informe para posterior reconstrução.
quinta-feira, março 31, 2011
quarta-feira, março 30, 2011
Força do destino-Abertura
La forza del destino é uma ópera italiana de Giuseppe Verdi, com libretto de Francesco Maria Piave baseado num drama espanhol, Don Álvaro, o La Fuerza del sino (1835), por Ángel de Saavedra, duque de Rivas, com uma cena adaptada de Friedrich Schiller Wallensteins Lager. Foi realizada a estreia no Teatro Bolshoi Kamenny de São Petersburgo, na Rússia, em 10 de Novembro de 1862.
Uma das gravações mais conceituadas dessa ópera foi a de 1958 cantada por
Renata Tebaldi,
Franco Corelli,
Ettore Bastianini,
Oralia Dominguez
Renato Capecchi,
Boris Christoff
Francesco Molinari-Pradelli, dirigiu a Orchestra e coro del Teatro di San Carlo em Napoles
Uma das gravações mais conceituadas dessa ópera foi a de 1958 cantada por
Renata Tebaldi,
Franco Corelli,
Ettore Bastianini,
Oralia Dominguez
Renato Capecchi,
Boris Christoff
Francesco Molinari-Pradelli, dirigiu a Orchestra e coro del Teatro di San Carlo em Napoles
quinta-feira, novembro 19, 2009
I Pagliacci-E allor perche,
, Nedda canta "Non mi tentar" uma resposta à proposta que Silvio o seu amante lhe fizera de fugirem os dois diz-lhe ela
Para não a tentar
Queres que perca a vida ?
Cala-te Silvio, não digas mais
é delírio, é loucura
Eu confio em ti
em ti a quem dei o coração
Não abuses de mim
do meu febril amor
Não me tentes
Tm piedade de mim.
Mas quem sabe
Talvez seja melhor partir
o destino está contra nós
tudo o que dissermos é em vão
E, no entanto, do meu coração
já não te posso arrancar,
viverei só do amor
que despertaste no meu coração
Enquanto Silvio tenta dizer-lhe o que será dele quando ela partir ?
Inicia-se então um dueto belíssimo, onde Silvio lhe pergunta "Se querias partir amanhã porque me enfeitiçaste ?", recorda-lhe o beijo voluptuoso que ela lhe dera.
Se já esqueceste
essas horas fugazes
eu não pude esquecê-las
E quero viver
mais ardentes estremecimentos
mais beijos quentes
que tanta febre
me puseram no coração
Nedda responde-lhe negado que se tenha esquecido, porque perturbada ficou pelo amor do olhar dele, afirmando que quer viver junto dele, acabando
A ti me dou
só a ti obedeço
E eu te tomo
e inteira me abandono
Esqueçamos tudo
Olha-me nos olhos
Beija-me beija-me
esqueçamos tudo
Que repetem apaixonadamente em uníssono.
Só que a cena tinha sido observada por Tonio que murmurara
Apanhei-te desavergonhada
Para não a tentar
Queres que perca a vida ?
Cala-te Silvio, não digas mais
é delírio, é loucura
Eu confio em ti
em ti a quem dei o coração
Não abuses de mim
do meu febril amor
Não me tentes
Tm piedade de mim.
Mas quem sabe
Talvez seja melhor partir
o destino está contra nós
tudo o que dissermos é em vão
E, no entanto, do meu coração
já não te posso arrancar,
viverei só do amor
que despertaste no meu coração
Enquanto Silvio tenta dizer-lhe o que será dele quando ela partir ?
Inicia-se então um dueto belíssimo, onde Silvio lhe pergunta "Se querias partir amanhã porque me enfeitiçaste ?", recorda-lhe o beijo voluptuoso que ela lhe dera.
Se já esqueceste
essas horas fugazes
eu não pude esquecê-las
E quero viver
mais ardentes estremecimentos
mais beijos quentes
que tanta febre
me puseram no coração
Nedda responde-lhe negado que se tenha esquecido, porque perturbada ficou pelo amor do olhar dele, afirmando que quer viver junto dele, acabando
A ti me dou
só a ti obedeço
E eu te tomo
e inteira me abandono
Esqueçamos tudo
Olha-me nos olhos
Beija-me beija-me
esqueçamos tudo
Que repetem apaixonadamente em uníssono.
Só que a cena tinha sido observada por Tonio que murmurara
Apanhei-te desavergonhada
domingo, fevereiro 01, 2009
I Pagliacci-Silvio a quest hora che imprudenza
Entretanto chega Sílvio o seu amante , que lhe diz não arriscar nada porque
De longe vi
Canio e Beppe na taberna
na taberna os avistei
mas prudente
vim pelo caminho
da floresta que conheço
Ela conta-lhe então o que se passou com Tonio o corcunda. Silvio então pergunta-lhe se ela quer viver para sempre nessas ânsias
As festas terminaram
e todos partirão amanhã
Nedda ! Nedda!
E quando tu
tiveres partido
que será de mim
da minha vida ?
Nedda
responde-me
Se é verdade que nunca amaste Canio
se é verdade que odeias
a vagabundagem e o trabalho
que fazes,
se esse teu imenso amor
não é uma mentira,
partamos esta noite
foge, foge comigo !
De longe vi
Canio e Beppe na taberna
na taberna os avistei
mas prudente
vim pelo caminho
da floresta que conheço
Ela conta-lhe então o que se passou com Tonio o corcunda. Silvio então pergunta-lhe se ela quer viver para sempre nessas ânsias
As festas terminaram
e todos partirão amanhã
Nedda ! Nedda!
E quando tu
tiveres partido
que será de mim
da minha vida ?
Nedda
responde-me
Se é verdade que nunca amaste Canio
se é verdade que odeias
a vagabundagem e o trabalho
que fazes,
se esse teu imenso amor
não é uma mentira,
partamos esta noite
foge, foge comigo !
Para ouvir esta peça cilcar >>>>>>>>>>> aqui
domingo, dezembro 14, 2008
I Pagliacci-So ben che difforme
Nedda não se tinha apercebido que Tonio a observava com um desejo obsessivo.
Este diz-lhe
Sei bem que disforme
e corcunda sou
que apenas desperto
a troça e o horor,
No entanto o pensamento
tem um sonho, um desejo,
e um palpitar o coração !
Quando, desdenhosa
passas junto a mim
não sabes quanto pranto
me arranca a dor
Porque, contra a minha vontade,
sofri o encanto,
venceu-me o amor !
Oh ! deixa-me dizer-te ...
Mas Nedda interrompe-o com agreste ironia, maltratando os obscuros sentimentos do palhaço que se aproxima dela, que o ridiculariza, enquanto ele entre ameaças e súplicas lhe diz "Não sabes quanto pranto me arranca a dor. Não te rias, não"
Enquanto Nedda lhe diz
Acaso tendes comichão nas costa
ou será preciso um puxão de orelhas
para acalmar o vosso ardor ?
respondendo Tonio
Tu zombas ? Desgraçada
Pela cruz de Cristo
cuidado que podes
paga-lo muito caro.
Tonio tenta beijá-la e quando ela o afasta diz-lhe
Pela Virgem Santa de Agosto
Nedda, te juro
que mo pagarás
Retorquindo-lhe Nedda
Víbora, Vai-te
Não me metes medo,
eu compreendi-te,
Tens a alma como
o teu corpo ,,,
disforme... asqueroso
Este diz-lhe
Sei bem que disforme
e corcunda sou
que apenas desperto
a troça e o horor,
No entanto o pensamento
tem um sonho, um desejo,
e um palpitar o coração !
Quando, desdenhosa
passas junto a mim
não sabes quanto pranto
me arranca a dor
Porque, contra a minha vontade,
sofri o encanto,
venceu-me o amor !
Oh ! deixa-me dizer-te ...
Mas Nedda interrompe-o com agreste ironia, maltratando os obscuros sentimentos do palhaço que se aproxima dela, que o ridiculariza, enquanto ele entre ameaças e súplicas lhe diz "Não sabes quanto pranto me arranca a dor. Não te rias, não"
Enquanto Nedda lhe diz
Acaso tendes comichão nas costa
ou será preciso um puxão de orelhas
para acalmar o vosso ardor ?
respondendo Tonio
Tu zombas ? Desgraçada
Pela cruz de Cristo
cuidado que podes
paga-lo muito caro.
Tonio tenta beijá-la e quando ela o afasta diz-lhe
Pela Virgem Santa de Agosto
Nedda, te juro
que mo pagarás
Retorquindo-lhe Nedda
Víbora, Vai-te
Não me metes medo,
eu compreendi-te,
Tens a alma como
o teu corpo ,,,
disforme... asqueroso
segunda-feira, dezembro 08, 2008
I Pagliacci-Qual fiamma avea nel guardo
Nedda fica sozinha e um pouco apreensiva, iniciando então sa sua ária, sendo a primeira parte da ária composta por um série de frases d aparência recitada, que recordam o tema da ameça anterior de Cânio. Num segundo momento, o canto adquire um carácter mais lírico, quando a rapariga se deleita com o sol de meados de Agosto. A alusão aos pássaros é fica assinalada pelas cordas e pr flautim e Nedda imita o seu trinado. A ária propriamente dita começa com a frase "Stridono lassú, liberamente"
Chilreiam lá em cima livremente
e lançam-se em voo
voando como flechas
as aves,
Desafiam as nuvens
e o sol ardente
e seguem pelos caminhos,
do céu.
Deixai vagear
pela atmosfera,
esses seres sedentos
de azul e esplendor
também eles perseguem
um sonho,uma quimera,
vão por entre as
nuvens de ouro !
Que os acosse
o vento
e ruja
a tempestade,
com as asas abertas
tudo desafiam
a chuva,
os trovões,
nada os pode deter,
e voamsobre os abismos e o mar.
Vão para um país estranho
que sonham talvez,
e que procuram em vão
Mas os ciganos do céu,
seguem o misterioso poder,
que os impele e vão !
Clicar para ver >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui
Chilreiam lá em cima livremente
e lançam-se em voo
voando como flechas
as aves,
Desafiam as nuvens
e o sol ardente
e seguem pelos caminhos,
do céu.
Deixai vagear
pela atmosfera,
esses seres sedentos
de azul e esplendor
também eles perseguem
um sonho,uma quimera,
vão por entre as
nuvens de ouro !
Que os acosse
o vento
e ruja
a tempestade,
com as asas abertas
tudo desafiam
a chuva,
os trovões,
nada os pode deter,
e voamsobre os abismos e o mar.
Vão para um país estranho
que sonham talvez,
e que procuram em vão
Mas os ciganos do céu,
seguem o misterioso poder,
que os impele e vão !
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quinta-feira, dezembro 04, 2008
I Pagliacci-Verso la chiesa
O coro inicia então o seu canto que reflecte um dia de festa
Para a igreja
vão os compadres,
São eles que acompanham
a comitiva
que, aos pares , às vesperas
vão com alegria.
Os sinos
Ah! vamos
o sino chama-nos aos senhor
Canio que estava de saída recorda que o espectáculo é às onze da noite
O Coro retoma cantando o mesmo convite para a ida a missa, é um canto de felicidade
acabando por dizer
Atenção companheiros
Din,don tudo irradia
luz e amor. Ah!
Mas os velhos vigiam
os atrevidos amantes
Já tudo irradia
irradia, luz e amor
Don, din, don etc.
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Para a igreja
vão os compadres,
São eles que acompanham
a comitiva
que, aos pares , às vesperas
vão com alegria.
Os sinos
Ah! vamos
o sino chama-nos aos senhor
Canio que estava de saída recorda que o espectáculo é às onze da noite
O Coro retoma cantando o mesmo convite para a ida a missa, é um canto de felicidade
acabando por dizer
Atenção companheiros
Din,don tudo irradia
luz e amor. Ah!
Mas os velhos vigiam
os atrevidos amantes
Já tudo irradia
irradia, luz e amor
Don, din, don etc.
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
I Pgliacci-Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo
Canio começa então a fazer a apresentação do espectáculo, dizendo que é às onze da noite, podendo assistir ás angústias do bom palhaço e como ele se vinga, fazendo tremer a carcassa de Tonio.
O povo aceita o convite diz que estará presente.
A propósito dum copo numa taberna na encruzilhada, que um aldeão convida Canio para beber e que este aceita, porém perante a recusa de Tonio em ir, há um outro aldeão que insinua que ele não quer ir, para ficar sozinho e fazer a corte a Nedda a mulher do palhaço.
Após o que se inicia a primeira ária do tenor " Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo"
onde ele diz
Que é melhor não se jogar esse jogo
falo para Tonio
e para outros também.
O teatro e a vida
não são a mesma coisa
E se ali em cima
o Palhaço surpreende
a sua esposa , com o belo galã
no quarto
faz um cómico sermão,
depois se acalma e rende-se
à força de pauladas
E o público aplaude
rindo alegremente.
Mas se surpreendesse Nedda
a sério, de outro modo
acabaria a história;
tão certo como estar
aqui a falar convosco !
Este jogo, acreditai-me
é melhor não o jogar,
Alguém lhe pergunta Tão a sério levas então a coisa ?
A que Canio responde simplesmente
Eu ? Se vos parece
desculpai-me
Adoro a minha esposa
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O povo aceita o convite diz que estará presente.
A propósito dum copo numa taberna na encruzilhada, que um aldeão convida Canio para beber e que este aceita, porém perante a recusa de Tonio em ir, há um outro aldeão que insinua que ele não quer ir, para ficar sozinho e fazer a corte a Nedda a mulher do palhaço.
Após o que se inicia a primeira ária do tenor " Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo"
onde ele diz
Que é melhor não se jogar esse jogo
falo para Tonio
e para outros também.
O teatro e a vida
não são a mesma coisa
E se ali em cima
o Palhaço surpreende
a sua esposa , com o belo galã
no quarto
faz um cómico sermão,
depois se acalma e rende-se
à força de pauladas
E o público aplaude
rindo alegremente.
Mas se surpreendesse Nedda
a sério, de outro modo
acabaria a história;
tão certo como estar
aqui a falar convosco !
Este jogo, acreditai-me
é melhor não o jogar,
Alguém lhe pergunta Tão a sério levas então a coisa ?
A que Canio responde simplesmente
Eu ? Se vos parece
desculpai-me
Adoro a minha esposa
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sexta-feira, novembro 28, 2008
I Pagliacci-Eh son qua
Quando se abre o pano, anuncia-se a chegada à aldeia de Montalto de Calabria, duma companhia de palhaços de Canio, um modestíssimo grupo que viaja com uma pequena carroça e uma mula e que vem dar uma representação aproveitando a festa do lugar.
O coro dos aldeãos, transmite a alegria que vai por ali, comentando a chegada do palhaços do simpático Arlequim. Comentando que eles atiram ao ar os chapéus e dando vivas ao príncipe dos Palhaços como lhe chama, que afugenta as preocupações com o seu bom humor.
Acabando a dizer
Viva ! Viva o Palhaço
que garotos tão endiabrados
Deus seja bendito
Viva ! Viva o palhaço
todos te aplaudem
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O coro dos aldeãos, transmite a alegria que vai por ali, comentando a chegada do palhaços do simpático Arlequim. Comentando que eles atiram ao ar os chapéus e dando vivas ao príncipe dos Palhaços como lhe chama, que afugenta as preocupações com o seu bom humor.
Acabando a dizer
Viva ! Viva o Palhaço
que garotos tão endiabrados
Deus seja bendito
Viva ! Viva o palhaço
todos te aplaudem
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terça-feira, novembro 25, 2008
I Pagliacci-Abertura e Prólogo
I Pagliacci é uma ópera em dois actos, com música e letra de Ruggiero Leoncavallo, estreada no Teatro dal Verme de Milão em 21 de Maio de 1892 e acção decorre em Montanto di Calabria na tarde do dia 15 de Agosto de um ano próximo de 1875.
É uma ópera que reúne uma série de circunstância que não se verificam em quase nenhuma outra ópera, começando por se realçar o facto de ser integralmente uma ópera de autor, letra e música. A originalidade do prólogo, onde uma das personagens surge diante do público contar toda a história.
É uma ópera curta, a sua duração de 75 minutos, faz com que tradicionalmente seja apresentada em conjunto com outras óperas igualmente de curta duração, como a Cavalleria Rusticana.
Depois da abertura, segue-se o referido prólogo, cantado pela barítono Tonio, o bobo da companhia que na comédia interpreta o papel de Taddeo.
Ele aparece dizendo que é o Prólogo e que o autor o mandou explicar ao público que, embora esteja vendo a antigas máscaras, não deve pensar que o que irá ver em cena é falso, pelo contrário, o que vai representar-se não é mais do que um pedaço da vida, pois sob as modestas roupas do comediante, esconde-se uma pessoa como outra qualquer.
Acaba dizendo
Já vos expus o conceito
escutai agora
como ele se desenvolve
Vamos. Começai
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Canio.........Plácido Domingo
Nedda..........Teresa Stratas
Tonio...............Juan Pons
Peppe......Florindo Andreolli
Silvio........Alberto Rinaldi
Teatro Alla Scala, Milan
Chorus Master :Romano Gandolfi
Conductor: Georges Pretre
É uma ópera que reúne uma série de circunstância que não se verificam em quase nenhuma outra ópera, começando por se realçar o facto de ser integralmente uma ópera de autor, letra e música. A originalidade do prólogo, onde uma das personagens surge diante do público contar toda a história.
É uma ópera curta, a sua duração de 75 minutos, faz com que tradicionalmente seja apresentada em conjunto com outras óperas igualmente de curta duração, como a Cavalleria Rusticana.
Depois da abertura, segue-se o referido prólogo, cantado pela barítono Tonio, o bobo da companhia que na comédia interpreta o papel de Taddeo.
Ele aparece dizendo que é o Prólogo e que o autor o mandou explicar ao público que, embora esteja vendo a antigas máscaras, não deve pensar que o que irá ver em cena é falso, pelo contrário, o que vai representar-se não é mais do que um pedaço da vida, pois sob as modestas roupas do comediante, esconde-se uma pessoa como outra qualquer.
Acaba dizendo
Já vos expus o conceito
escutai agora
como ele se desenvolve
Vamos. Começai
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Canio.........Plácido Domingo
Nedda..........Teresa Stratas
Tonio...............Juan Pons
Peppe......Florindo Andreolli
Silvio........Alberto Rinaldi
Teatro Alla Scala, Milan
Chorus Master :Romano Gandolfi
Conductor: Georges Pretre
segunda-feira, novembro 10, 2008
EIixir do amor-2º acto competo
No passado dia 24 de Maio a NUAMPS (Northwestern University School of Music's ) apresentou o seu Elixir do Amor. Naturalmente são estudantes e a qualidade vocal, um pouco verde (em especial o Nemorino), tem contudo a vantagem de apresentar todo o 2º acto e final, sem interrupções.
Tem a vantagem para alguns, de estar legendado em inglês, mas de qualquer maneira faço uma pequena sinopse do que acontece neste acto final da ópera.
O segundo acto começa com o ar festivo da festa de casamento, mas quando as pessoas passam a outra sala onde irá recorrer a assinatura do contrato matrimonial, aparece Nemorino que conta a Dulcamara, todo o seu desespero, por o eleixir não ter efeitos mais rápido. O aldrabrão pede lhe dinheiro para outra garrafa de elixir, que Nemorino não tem.
A entrada do sargento, aborrecido com o facto de Adina ter adiado mais uma vez o casamento. Quando Nemorino lhe conta as dificuldades financeiras, Belcore oferece-se para lhe resolver o problema desde que ele se aliste no exército, que Nemorino aceita, com o único objectivo de comprar outra garrafa.
Entretanto corre a notícia que o tio rico de Nemorino havia morrido, que suscita logo o interesse nas senhoras casadoiras,
Belcore oferece os seus serviços a Adina que recusa. Após a entrada triste de Nemorino cantando a romança "Una furtiva lacrima". É então altura de Adina, lhe devolver o contrato de recrutamento que tirara a Belcore e lhe declarar o seu amor.
Tudo acaba em festa e o povo acaba felicitando os noivos e o doutor tão ilustre
O jovem elenco é o seguinte
Adina -Suzanne Post
Nemorino-Mark Donin
Belcore-Michael O Hulkran
Dulcamara-Nicolas Wenzel
Gianetta-Elizabeth Koehler
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Tem a vantagem para alguns, de estar legendado em inglês, mas de qualquer maneira faço uma pequena sinopse do que acontece neste acto final da ópera.
O segundo acto começa com o ar festivo da festa de casamento, mas quando as pessoas passam a outra sala onde irá recorrer a assinatura do contrato matrimonial, aparece Nemorino que conta a Dulcamara, todo o seu desespero, por o eleixir não ter efeitos mais rápido. O aldrabrão pede lhe dinheiro para outra garrafa de elixir, que Nemorino não tem.
A entrada do sargento, aborrecido com o facto de Adina ter adiado mais uma vez o casamento. Quando Nemorino lhe conta as dificuldades financeiras, Belcore oferece-se para lhe resolver o problema desde que ele se aliste no exército, que Nemorino aceita, com o único objectivo de comprar outra garrafa.
Entretanto corre a notícia que o tio rico de Nemorino havia morrido, que suscita logo o interesse nas senhoras casadoiras,
Belcore oferece os seus serviços a Adina que recusa. Após a entrada triste de Nemorino cantando a romança "Una furtiva lacrima". É então altura de Adina, lhe devolver o contrato de recrutamento que tirara a Belcore e lhe declarar o seu amor.
Tudo acaba em festa e o povo acaba felicitando os noivos e o doutor tão ilustre
O jovem elenco é o seguinte
Adina -Suzanne Post
Nemorino-Mark Donin
Belcore-Michael O Hulkran
Dulcamara-Nicolas Wenzel
Gianetta-Elizabeth Koehler
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segunda-feira, novembro 03, 2008
Elixir do amor-Andina credimi
Entretanto aparece Giannetta e os soldados, que trazem uma mensagem para o sargento Belcore, que ele lê, constando que se tratava duma ordem e marcha, para o dia seguinte de manhã.
Perante a obrigação de mudança tão rápida, Belcore sugere a Adiana que antecipem o casamento para hoje o que deixa Nemorino em pânico o que não passa despercebido a Adina, que se mostra contudo disposta a aceder.
Nemorino pede-lhe que espere pelo menos até amanhã, levando Belcore a perguntar-lhe o que lhe importa isso.
Começa então a intervenção de Nemorino com esta "Andina credimi", onde pede a Andina que não case com Belcore, que confie nele, apenas num breve dia e que se o fizer virá a arrepender-se .
Depois disso começa o concertante final do 1º acto, que além dos protagonistas acaba por envolver também o coro.
Belcore fazendo ameaças ao mesmo tempo que diz nem perceber a razão porque não desfaz aquele desgraçado.
Adina Pedindo a Belcore que não ligue é apenas um rapaz que meteu na cabeça que pelo facto de me amar eu tenho igualmente de o amar.
O Coro admirador do sargento, indigna-se pelo facto de um tolo daqueles pretender enganar um sargento.
O anúncio do banquete para que estão todos convidados, anima toda a gente, com exepção claro de Nemorino, que acaba lamentando-se
Despreza-me o sargento
burla-me a ingrata
sou o motivo do riso das pessoas
por culpa da desapiedada
O meu oprimido coração
já não tem esperança.
Doutor, doutor ! Socorro, piedade
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Perante a obrigação de mudança tão rápida, Belcore sugere a Adiana que antecipem o casamento para hoje o que deixa Nemorino em pânico o que não passa despercebido a Adina, que se mostra contudo disposta a aceder.
Nemorino pede-lhe que espere pelo menos até amanhã, levando Belcore a perguntar-lhe o que lhe importa isso.
Começa então a intervenção de Nemorino com esta "Andina credimi", onde pede a Andina que não case com Belcore, que confie nele, apenas num breve dia e que se o fizer virá a arrepender-se .
Depois disso começa o concertante final do 1º acto, que além dos protagonistas acaba por envolver também o coro.
Belcore fazendo ameaças ao mesmo tempo que diz nem perceber a razão porque não desfaz aquele desgraçado.
Adina Pedindo a Belcore que não ligue é apenas um rapaz que meteu na cabeça que pelo facto de me amar eu tenho igualmente de o amar.
O Coro admirador do sargento, indigna-se pelo facto de um tolo daqueles pretender enganar um sargento.
O anúncio do banquete para que estão todos convidados, anima toda a gente, com exepção claro de Nemorino, que acaba lamentando-se
Despreza-me o sargento
burla-me a ingrata
sou o motivo do riso das pessoas
por culpa da desapiedada
O meu oprimido coração
já não tem esperança.
Doutor, doutor ! Socorro, piedade
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Elixir do amor-Che cosa trova a ridere
O vídeo que agora se apresenta repete o dueto anterior entre Adina e Nemorino, mas continua para o terceto seguinte com a entrada do sargento Belcore.
Fora de cena entra cantando "na guerra como no amor o assédio aborrece e cansa"
Adina e ele trocam algumas palavras, fazendo um trocadilho entre a arte da guerra e o amor, acabando Belcore por perguntar
Fala anjo meu quando nos casaremos ?
Muito rapidamente responde Adina, afirmando depois perante a insistência do sargento
Dentro de sei dias.
Esta resposta provoca a gargalhada de Nemorino confiante que está nas propriedades do elixir.
Inicia-se então o curto terceto em que ao mesmo tempo cada um um canta o seguinte.
Fora de cena entra cantando "na guerra como no amor o assédio aborrece e cansa"
Adina e ele trocam algumas palavras, fazendo um trocadilho entre a arte da guerra e o amor, acabando Belcore por perguntar
Fala anjo meu quando nos casaremos ?
Muito rapidamente responde Adina, afirmando depois perante a insistência do sargento
Dentro de sei dias.
Esta resposta provoca a gargalhada de Nemorino confiante que está nas propriedades do elixir.
Inicia-se então o curto terceto em que ao mesmo tempo cada um um canta o seguinte.
- Belcore- " De que se ri este imbecil ? Se não sair daqui corro-o agora mesmo a pontapés"
- Adina-"E pode tão tranquilo e alegre ouvir dizer que me caso.! Já não posso esconder a raiva que sinto.
- Nemorino-"Fanfarrão ! Imagina tocar o céu com a mão ; mas a armadilha já está estendida, e amanhã dar-se-á conta".
De notar a excelente capacidade cénica de Rolando Villazón muito mais próximo do espírito do papel de Nemorino, que o anteriormente demonstrado por Alagna.
Clicar aqui para ver
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domingo, novembro 18, 2007
Elixir do amor-Esulti pur la barbara
Absolutamente confiante nos efeitos do "Elixir" e nas palavras de Dulcamara, que o efeito da bebida só aconteceria no dia seguinte, Nemorino irradia felicidade, que não passa despercebida a Adina e que se interroga.
Inicia-se o segundo dueto entre os protagonistas, precedido dum recitativo de frases que cada uma vai dizendo para si próprio, ela manifestando a estranheza pela súbita boa disposição de Nemorino, que não espera, ele dando tempo ao tempo enquanto refreia os seus impulsos de correr para ela.
O dueto inicia-se quando Nemorino diz Esulti pur la barbara.
Que desfrute pois a bárbara
por pouco tempo das minhas penas !
Amanhã acabarão
amanhã amar-me-á
Replicando Adina
O infeliz quer
retirar suas correntes,
mas terá que as suportar
e ainda mais pesadas do que de costume
A segunda parte do dueto e mais dialogante
Nemorino-De acordo, po-la-ei em prática, para ver se resulta
Adina-E o anterior sofrimento ?
Nemorino-Espero esquecê-lo
Adina-E o antigo fogo ?
Nemorino-Rapidamente se extinguirá, basta esperar um dia e o coração a curará
Adina-Muito bem alegro-me muito, mas, contudo ... depois veremos.
Voltando depois a repetir o que disseram na primeira parte do dueto
O vídeo que seleccionei refere uma representação de Roberto Alagna, e Angela Gheorghiu em 1996 em Paris. Para ver clicar aqui
Alagna não deve ter a noção, que deve corresponder à interpretação cénica do papel de Nemorino. Independentemente da voz os cantores de ópera, não podem deixar de cuidar da interpretação o que infelizmente nem sempre acontece.
Inicia-se o segundo dueto entre os protagonistas, precedido dum recitativo de frases que cada uma vai dizendo para si próprio, ela manifestando a estranheza pela súbita boa disposição de Nemorino, que não espera, ele dando tempo ao tempo enquanto refreia os seus impulsos de correr para ela.
O dueto inicia-se quando Nemorino diz Esulti pur la barbara.
Que desfrute pois a bárbara
por pouco tempo das minhas penas !
Amanhã acabarão
amanhã amar-me-á
Replicando Adina
O infeliz quer
retirar suas correntes,
mas terá que as suportar
e ainda mais pesadas do que de costume
A segunda parte do dueto e mais dialogante
Nemorino-De acordo, po-la-ei em prática, para ver se resulta
Adina-E o anterior sofrimento ?
Nemorino-Espero esquecê-lo
Adina-E o antigo fogo ?
Nemorino-Rapidamente se extinguirá, basta esperar um dia e o coração a curará
Adina-Muito bem alegro-me muito, mas, contudo ... depois veremos.
Voltando depois a repetir o que disseram na primeira parte do dueto
O vídeo que seleccionei refere uma representação de Roberto Alagna, e Angela Gheorghiu em 1996 em Paris. Para ver clicar aqui
Alagna não deve ter a noção, que deve corresponder à interpretação cénica do papel de Nemorino. Independentemente da voz os cantores de ópera, não podem deixar de cuidar da interpretação o que infelizmente nem sempre acontece.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Elixir do amor-Obbligato, si Obbligato
Quando todos partem, Nemorino pede a Dulcamara o elixir do amor utilizado pela Rainha Isolda.
Dulcamara fica bastante surpreendido pela ignorância do jovem Nemorino, mas não perde a ocasião para lhe vender uma garrafa do "elixir" em troco de todo o dinheiro que tem nos bolsos.
Segue-se um interessante dueto, entre eles Nemorino agradece considerando-se muito feliz, enquanto em aparte Dulcamara vai dizendo
Pelos lugares que percorri
mais de um bobalhão encontrei,
mas um como este sem dúvida
não se encontra não senhor.
Depois Nemorino pergunta como se usa e Dulcamara explica
Com cuidado,
devagar, devagarinho,
agita-se um pouco a garrafa
destapa-se mas com cuidado,
que não fuja o vapor.
depois aproxima-se dos lábios
e bebe-se a sorvos,
e o efeito surpreendente
não se demora
em conseguir.
Nemorino pergunta quanto tempo é preciso para fazer efeito, a que o charlatão responde ser preciso um dia inteiro, tempo mais que suficiente para partir (diz em surdina).
Sobretudo pede-lhe silêncio, pois hoje em dia provocar o amor é uma coisa muito delicada.
Terminam o dueto ao melhor estilo rossiniano, com Dulcamara a dizer
Vê, mortal afortunado;
dei-te um tesouro,
todo o sexo feminino
amanhã suspirará por ti.
(mas amanhã ao nascer
estarei muito longe daqui)
E Nemorino afirma
Ah doutor ! Dou-vos a minha palavra
de que o beberei por causa de uma só,
por qualquer outra,
por muito bela que seja,
não sobrará nem uma gota.
(sem dúvida, uma estrela amiga t
rouxe este até aqui)
(Para ver este trecho cantado por Jeremy Schoenberg (Nemorino) e Gil LipazDulcamara)
clicar aqui
Dulcamara fica bastante surpreendido pela ignorância do jovem Nemorino, mas não perde a ocasião para lhe vender uma garrafa do "elixir" em troco de todo o dinheiro que tem nos bolsos.
Segue-se um interessante dueto, entre eles Nemorino agradece considerando-se muito feliz, enquanto em aparte Dulcamara vai dizendo
Pelos lugares que percorri
mais de um bobalhão encontrei,
mas um como este sem dúvida
não se encontra não senhor.
Depois Nemorino pergunta como se usa e Dulcamara explica
Com cuidado,
devagar, devagarinho,
agita-se um pouco a garrafa
destapa-se mas com cuidado,
que não fuja o vapor.
depois aproxima-se dos lábios
e bebe-se a sorvos,
e o efeito surpreendente
não se demora
em conseguir.
Nemorino pergunta quanto tempo é preciso para fazer efeito, a que o charlatão responde ser preciso um dia inteiro, tempo mais que suficiente para partir (diz em surdina).
Sobretudo pede-lhe silêncio, pois hoje em dia provocar o amor é uma coisa muito delicada.
Terminam o dueto ao melhor estilo rossiniano, com Dulcamara a dizer
Vê, mortal afortunado;
dei-te um tesouro,
todo o sexo feminino
amanhã suspirará por ti.
(mas amanhã ao nascer
estarei muito longe daqui)
E Nemorino afirma
Ah doutor ! Dou-vos a minha palavra
de que o beberei por causa de uma só,
por qualquer outra,
por muito bela que seja,
não sobrará nem uma gota.
(sem dúvida, uma estrela amiga t
rouxe este até aqui)
(Para ver este trecho cantado por Jeremy Schoenberg (Nemorino) e Gil LipazDulcamara)
clicar aqui
terça-feira, outubro 30, 2007
Elixir do amor-Udite, udite o rustici
Entretanto toques de corneta anunciam a chegada à aldeia de uma vistosa carroça, que é imediatamente rodeada pelos habitantes da aldeia.
Estes ficam surpreendidos, perante o luxo da carruagem e dos seus ocupantes, aparece então Dulcamara, um curandeiro charlatão acompanhado por um lacaio.
Declara a sua condição de médico enciclopédico e proclama as excelência do seu licor, capaz de curar paralíticos ou aqueles que se afogam ou sofrem do fígado, convencendo os camponeses da sua autenticidade começando a vende-lo.
Esta extensa intervenção para voz de baixo, é uma ária exigente, quer sob o ponto de visto vocal, como também teatral.
Ouvi ouvi camponeses
tende cuidado e não respirai sequer
Dou por evidente e imagino
que tal como eu sabeis
que sou aquele grande médico
doutor enciclopédico
chamado Dulcamara.
cuja virtude ilustre
e os prodígios infinitos
são conhecidos no mundo inteiro...
e parte do estrangeiro.
Sou benfeitor de homens,
reparador dos males.
Em poucos dias eu esvazio
e limpo os hospitais e vou
vendendo saúde
pelo mundo inteiro.
Continua depois incitando à compra do produto milagroso.
Passando a enumerar os principais males que se podem curar.
Um septuagenário
ainda se converteu em
avô de dez crianças.
Graças a este Bebe e Sana
em menos duma semana
uma viúva afligida
deixou de chorar.
Vós austeras matronas
quereis rejuvenescer ?
Vossas rugas incómodas
com isto apagareis.
Quereis raparigas
ter a pele macia ?
Vós jovens galantes
ter sempre amantes ?
Comprai-me o meu específico,
no vo-lo dou barato.
O elixir move os paralíticos,
cura os apoplécticos,
os asmáticos, os asfixiados,
os histéricos e os diabéticos,
cura os que sofrem do tímpano,
escrofulosos e raquíticos
e até a dor de fígado
que ultimamente está na moda.
Acaba por anunciar o preço, da forma típica dos vendedores de banha da cobra.
Terminando a dizer
Para vos provar o meu agradecimento
por tão amável recepção,
quero, boa gente,
oferecer-vos um escudo.
O coro fica agradavelmente surpreendido e aplaude
Um escudo ? Realmente
homem mais simpático não se pode encontrar.
Dulcamara continua
Aqui está este estupendo
e tão balsâmico elixir.
Toda a Europa sabe que não o vendo
por menos de nove liras,
mas como é sabido
que sou vosso compatriota,
por três liras vo-lo deixo,
peço-vos apenas três liras,
assim pois, é tão claro como o Sol,
que a cada um que o queira
um escudo contante e sonante
no seu bolso faço entrar.
Ah quente afecto da pátria !
que milagres podes fazer !
Retorquindo o coro
Sim, é verdade, trazei cá.
Oh, que grande doutor sois !
Teremos da vossa chegada
uma prolongada recordação.
Marco Romano canta a ária de Dulcamara numa recita em Taormina em 18 Agosto 2007.
Para ver o clip referente a esta momento da ópera clicar aqui
Estes ficam surpreendidos, perante o luxo da carruagem e dos seus ocupantes, aparece então Dulcamara, um curandeiro charlatão acompanhado por um lacaio.
Declara a sua condição de médico enciclopédico e proclama as excelência do seu licor, capaz de curar paralíticos ou aqueles que se afogam ou sofrem do fígado, convencendo os camponeses da sua autenticidade começando a vende-lo.
Esta extensa intervenção para voz de baixo, é uma ária exigente, quer sob o ponto de visto vocal, como também teatral.
Ouvi ouvi camponeses
tende cuidado e não respirai sequer
Dou por evidente e imagino
que tal como eu sabeis
que sou aquele grande médico
doutor enciclopédico
chamado Dulcamara.
cuja virtude ilustre
e os prodígios infinitos
são conhecidos no mundo inteiro...
e parte do estrangeiro.
Sou benfeitor de homens,
reparador dos males.
Em poucos dias eu esvazio
e limpo os hospitais e vou
vendendo saúde
pelo mundo inteiro.
Continua depois incitando à compra do produto milagroso.
Passando a enumerar os principais males que se podem curar.
Um septuagenário
ainda se converteu em
avô de dez crianças.
Graças a este Bebe e Sana
em menos duma semana
uma viúva afligida
deixou de chorar.
Vós austeras matronas
quereis rejuvenescer ?
Vossas rugas incómodas
com isto apagareis.
Quereis raparigas
ter a pele macia ?
Vós jovens galantes
ter sempre amantes ?
Comprai-me o meu específico,
no vo-lo dou barato.
O elixir move os paralíticos,
cura os apoplécticos,
os asmáticos, os asfixiados,
os histéricos e os diabéticos,
cura os que sofrem do tímpano,
escrofulosos e raquíticos
e até a dor de fígado
que ultimamente está na moda.
Acaba por anunciar o preço, da forma típica dos vendedores de banha da cobra.
Terminando a dizer
Para vos provar o meu agradecimento
por tão amável recepção,
quero, boa gente,
oferecer-vos um escudo.
O coro fica agradavelmente surpreendido e aplaude
Um escudo ? Realmente
homem mais simpático não se pode encontrar.
Dulcamara continua
Aqui está este estupendo
e tão balsâmico elixir.
Toda a Europa sabe que não o vendo
por menos de nove liras,
mas como é sabido
que sou vosso compatriota,
por três liras vo-lo deixo,
peço-vos apenas três liras,
assim pois, é tão claro como o Sol,
que a cada um que o queira
um escudo contante e sonante
no seu bolso faço entrar.
Ah quente afecto da pátria !
que milagres podes fazer !
Retorquindo o coro
Sim, é verdade, trazei cá.
Oh, que grande doutor sois !
Teremos da vossa chegada
uma prolongada recordação.
Marco Romano canta a ária de Dulcamara numa recita em Taormina em 18 Agosto 2007.
Para ver o clip referente a esta momento da ópera clicar aqui
quinta-feira, outubro 25, 2007
Elixir do amor-Una parola o Adina
Nemorino fica ciumento mais uma vez, pela presença do petulante sargento e talvez por esse motivo decide aproximar-se de Adina, declarando-lhe o seu amor, tentando conquista-la.
Adina começa por lhe dizer que se ocupe antes dos seus assunto, como por exemplo cuidar do seu tio moribundo, do qual poderá herdar uma fortuna.
O recitativo entre ambos é iniciado pela soprano com as palavras
Chiedi all aura lusinghiera
Pergunta à brisa brincalhona
porque voa sem descanso
ora sobre o lírio, ou sobre a rosa,
ora sobre o prado, ou sobre o arroio,
dir-te-á que a sua natureza
ser ligeira e infiel
Cujo tema é repetido por Nemorino
Chiedi al rio perché gemente
Pergunta ao rio porque é que, gemente,
desde a nascente em que brotou,
se dirige para o mar que o chama,
e ao mar vai morrer
dir-te-á que o arrasta
um poder que não sabe explicar.
A segunda parte da cabaleta tem um ritmo mais rápido.
Depois dum curto diálogo, onde Adina lhe pergunta o que é que ele quer ao que Nemorino responde
Morrer como ele (o mar), mas morrer seguindo-te.
Adina secamente diz-lhe "Ama outra nada te impede".
Recomendando-lhe
Per guarir di tal pazzia
Para te curar de tal loucura
que é loucura o amor constante,
tens de seguir a minha usança,
cada dia mudar de amante.
Como um prego tira outro prego,
o amor afasta o amor.
Desta forma eu rio o desfruto,
desta forma tenho livre o coração.
dizendo Nemorino
Te sola io vedo, io sento
Só te vejo a ti, eu sinto-te
dia e noite, em cada objecto,
em vão tento esquecer-te.
Tenho o teu rosto esculpido no peito,
mudando como tu fazes,
podes esquecer-se qualquer outro amor,
mas não se pode, nunca se poderá
tirar o primeiro do coração.
O clip que encontrei, refere uma apresentação em Tóquio em 1974, cantado por Maria Callas e o seu parceiro vocal preferido Giuseppe di Stefano. Clicar aqui
Adina começa por lhe dizer que se ocupe antes dos seus assunto, como por exemplo cuidar do seu tio moribundo, do qual poderá herdar uma fortuna.
O recitativo entre ambos é iniciado pela soprano com as palavras
Chiedi all aura lusinghiera
Pergunta à brisa brincalhona
porque voa sem descanso
ora sobre o lírio, ou sobre a rosa,
ora sobre o prado, ou sobre o arroio,
dir-te-á que a sua natureza
ser ligeira e infiel
Cujo tema é repetido por Nemorino
Chiedi al rio perché gemente
Pergunta ao rio porque é que, gemente,
desde a nascente em que brotou,
se dirige para o mar que o chama,
e ao mar vai morrer
dir-te-á que o arrasta
um poder que não sabe explicar.
A segunda parte da cabaleta tem um ritmo mais rápido.
Depois dum curto diálogo, onde Adina lhe pergunta o que é que ele quer ao que Nemorino responde
Morrer como ele (o mar), mas morrer seguindo-te.
Adina secamente diz-lhe "Ama outra nada te impede".
Recomendando-lhe
Per guarir di tal pazzia
Para te curar de tal loucura
que é loucura o amor constante,
tens de seguir a minha usança,
cada dia mudar de amante.
Como um prego tira outro prego,
o amor afasta o amor.
Desta forma eu rio o desfruto,
desta forma tenho livre o coração.
dizendo Nemorino
Te sola io vedo, io sento
Só te vejo a ti, eu sinto-te
dia e noite, em cada objecto,
em vão tento esquecer-te.
Tenho o teu rosto esculpido no peito,
mudando como tu fazes,
podes esquecer-se qualquer outro amor,
mas não se pode, nunca se poderá
tirar o primeiro do coração.
O clip que encontrei, refere uma apresentação em Tóquio em 1974, cantado por Maria Callas e o seu parceiro vocal preferido Giuseppe di Stefano. Clicar aqui
sexta-feira, outubro 12, 2007
Elixir do Amor-Come Paride vezzoso
A 2ª cena do 1º acto começa com a chegada do sargento Belcore (barítono), introduzido por uma marcha militar, canta a sua cavantina, onde a primeira parte parece ser própria de um homem de grande porte, mas depressa se descobre pelo texto e por uma certa rapidez no ritmo, que a personagem não é mais do que um pretensioso.
A cavantiva liga-se directamente a um trio entre Adina, Belcore e Nemorino, que revela influência de Rossini..
Quando Belcore entra, dirigindo-se a Adina, depois de a saudar oferece-lhe um ramo de flores, dizendo
Como Páris galante
entregou a maçã à mais bela,
mina querida camponesa,
eu te entrego estas flores.
Mas sou mais glorioso do que ele
mais feliz do que ele eu sou
dado que como prémio do meu obséquio
obtenho o teu belo coração.
Presunçoso, mesmo depois de Adina ter comentado entre dentes, ironicamente para as outras mulheres um "é modesto, o rapaz", continua
Vejo bem nesse rostinho,
que fiz uma brecha em teu peito,
Não é coisa surpreendente;
dado que sou galante e sou sargento.
Não há beleza que resista
à vista dum penacho,
a Marte, Deus da guerra,
até Cupido se rende
Perante o pânico de Nemorino, pelo sorriso de Adina ela responda à pergunta de Belcore, sobre o dia em quer o casamento, dizendo-lhe que não tem pressa, que quer pensar um pouco.
Belcore continua
Não percas mais tempo por Deus
voam os dias e as horas
na guerra e no amor
é um erro hesitar.
Rende-te ao vencedor,
de mim não podes escapar.
Não eram estas as palavras ideais para a conquista de Adina, que repele a vaidade dele, afirmando que "não é assim tão fácil conquistar Adina".
Ao longe Nemorino assiste à cena lamentando a sua timidez que o impedem de "lhe explicar as minhas penas e talvez tivesse piedade".
O coro e a criada Gianneta, comentam
Seria coisa para rir
se Adina se deixasse apanhar,
se a todos nos vingasse
este militar.
Sim sim, mas é raposa velha
e com ela não se pode brincar.
Belcore convencido e julgando-se já vencedor pede a Aldina, que conceda aos seus guerreiros descanso sob um tecto, ao que Aldina responde
Com boa vontade.
Considerar-me-ei feliz,
por vos oferecer uma garrafa.
e virando-se para os trabalhadores diz-lhes
Vós podeis recomeçar,
os lavores do campo interrompidos.
Já cai o Sol.
O vídeo que se pode ver clicando aqui é referente a um espectáculo no
Liceu de Barcelona em 2005 com o seguinte elenco :
Mariela Devia-Adina
Raúl Gimenez-Nemorino
Víctor Torres-Belcore
Cristina Obregón-Giannetta.
A cavantiva liga-se directamente a um trio entre Adina, Belcore e Nemorino, que revela influência de Rossini..
Quando Belcore entra, dirigindo-se a Adina, depois de a saudar oferece-lhe um ramo de flores, dizendo
Como Páris galante
entregou a maçã à mais bela,
mina querida camponesa,
eu te entrego estas flores.
Mas sou mais glorioso do que ele
mais feliz do que ele eu sou
dado que como prémio do meu obséquio
obtenho o teu belo coração.
Presunçoso, mesmo depois de Adina ter comentado entre dentes, ironicamente para as outras mulheres um "é modesto, o rapaz", continua
Vejo bem nesse rostinho,
que fiz uma brecha em teu peito,
Não é coisa surpreendente;
dado que sou galante e sou sargento.
Não há beleza que resista
à vista dum penacho,
a Marte, Deus da guerra,
até Cupido se rende
Perante o pânico de Nemorino, pelo sorriso de Adina ela responda à pergunta de Belcore, sobre o dia em quer o casamento, dizendo-lhe que não tem pressa, que quer pensar um pouco.
Belcore continua
Não percas mais tempo por Deus
voam os dias e as horas
na guerra e no amor
é um erro hesitar.
Rende-te ao vencedor,
de mim não podes escapar.
Não eram estas as palavras ideais para a conquista de Adina, que repele a vaidade dele, afirmando que "não é assim tão fácil conquistar Adina".
Ao longe Nemorino assiste à cena lamentando a sua timidez que o impedem de "lhe explicar as minhas penas e talvez tivesse piedade".
O coro e a criada Gianneta, comentam
Seria coisa para rir
se Adina se deixasse apanhar,
se a todos nos vingasse
este militar.
Sim sim, mas é raposa velha
e com ela não se pode brincar.
Belcore convencido e julgando-se já vencedor pede a Aldina, que conceda aos seus guerreiros descanso sob um tecto, ao que Aldina responde
Com boa vontade.
Considerar-me-ei feliz,
por vos oferecer uma garrafa.
e virando-se para os trabalhadores diz-lhes
Vós podeis recomeçar,
os lavores do campo interrompidos.
Já cai o Sol.
O vídeo que se pode ver clicando aqui é referente a um espectáculo no
Liceu de Barcelona em 2005 com o seguinte elenco :
Mariela Devia-Adina
Raúl Gimenez-Nemorino
Víctor Torres-Belcore
Cristina Obregón-Giannetta.
terça-feira, outubro 09, 2007
Elixir do amor-Della crudele Isotta
Quando Nemorino acaba a sua intervenção, recupera o tema do coro, que é interpretado logo de seguida por todos os elementos.
Uma ligeira troca de palavras entre Adina e a sua criada Giannetta, em que esta questiona a sua patroa, acerca da razão porque se ria da sua divertida leitura. Adina responde-lhe que é a história de Tristão, uma história de amor.
Os trabalhadores pedem-lhe então que a leia.
Dá-se então início à cavantina de Adina, em que diz o seguinte :
Pela cruel Isolda
o belo Tristão ardia,
nem um pouco de esperança
tinha de possuí-la um dia.
Quando se pôs aos pés
de um sábio mago,
que lhe deu um frasco
com um certo elixir de amor,
pelo que a bela Isolda
dele não conseguiu jamais fugir.
O coro responde que um elixir de tão perfeita e rara qualidade, oxála se soubesse a receita.
Adina continua a história
Mal ele bebeu um sorvo
do mágico frasco
o coração rebelde
de Isolda enterneceu-se.
Mudada num instante,
aquela beleza cruel,
foi amante de Tristão
e aquele primeiro sorvo,
para sempre abençoou.
Acabando o coro por repetir o que havia dito anteriormente.
Tudo isso é seguido atentamente por Nemorino.
Uma ligeira troca de palavras entre Adina e a sua criada Giannetta, em que esta questiona a sua patroa, acerca da razão porque se ria da sua divertida leitura. Adina responde-lhe que é a história de Tristão, uma história de amor.
Os trabalhadores pedem-lhe então que a leia.
Dá-se então início à cavantina de Adina, em que diz o seguinte :
Pela cruel Isolda
o belo Tristão ardia,
nem um pouco de esperança
tinha de possuí-la um dia.
Quando se pôs aos pés
de um sábio mago,
que lhe deu um frasco
com um certo elixir de amor,
pelo que a bela Isolda
dele não conseguiu jamais fugir.
O coro responde que um elixir de tão perfeita e rara qualidade, oxála se soubesse a receita.
Adina continua a história
Mal ele bebeu um sorvo
do mágico frasco
o coração rebelde
de Isolda enterneceu-se.
Mudada num instante,
aquela beleza cruel,
foi amante de Tristão
e aquele primeiro sorvo,
para sempre abençoou.
Acabando o coro por repetir o que havia dito anteriormente.
Tudo isso é seguido atentamente por Nemorino.
domingo, outubro 07, 2007
Elixir do Amor-Quanto é bella quanto é cara
Segue-se a primeira intervenção de Nemorino, a sua cavantina onde se descobre o carácter desta personagem, é uma passagem de grande beleza onde a sua inquietação amorosa é evidenciada.
Nemorino está à beira do desespero, pois o casamento de Adina com o sargento Belcore, está anunciado e mais do que isso, foi antecipado para a tarde daquele mesmo dia.
Nemorino canta
Como é bela e adorável
Quanto mais a vejo, mais gosto dela,
Mas a essa coração não sou capaz
de inspirar o menor afecto
Ela lê, estuda, aprende
Para ela não há coisa desconhecida
Eu sou um idiota
que não sabe mais do que suspirar
Quem me iluminará a mente ?
Quem me ensinará a fazer-me amar ?
Fica a nota desta cavantina cantada por Nicolai Gedda clicando aqui.
Gedda é um tenor sueco nascido em 1925, que suponho hoje já completamente retirado.
Considerado por alguns o mais versátil do século 20, como atestam as suas mais de 200 gravações em papéis muito diferentes.
Ou, preferindo a versão cantada por Rolando Villazon, clicar aqui
Tenor mexicano nascido em 1972, radicado em França, considerado um dos melhores tenores líricos da atualidade.
Nemorino está à beira do desespero, pois o casamento de Adina com o sargento Belcore, está anunciado e mais do que isso, foi antecipado para a tarde daquele mesmo dia.
Nemorino canta
Como é bela e adorável
Quanto mais a vejo, mais gosto dela,
Mas a essa coração não sou capaz
de inspirar o menor afecto
Ela lê, estuda, aprende
Para ela não há coisa desconhecida
Eu sou um idiota
que não sabe mais do que suspirar
Quem me iluminará a mente ?
Quem me ensinará a fazer-me amar ?
Fica a nota desta cavantina cantada por Nicolai Gedda clicando aqui.
Gedda é um tenor sueco nascido em 1925, que suponho hoje já completamente retirado.
Considerado por alguns o mais versátil do século 20, como atestam as suas mais de 200 gravações em papéis muito diferentes.
Ou, preferindo a versão cantada por Rolando Villazon, clicar aqui
Tenor mexicano nascido em 1972, radicado em França, considerado um dos melhores tenores líricos da atualidade.
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