Quando se abre o pano, anuncia-se a chegada à aldeia de Montalto de Calabria, duma companhia de palhaços de Canio, um modestíssimo grupo que viaja com uma pequena carroça e uma mula e que vem dar uma representação aproveitando a festa do lugar.
O coro dos aldeãos, transmite a alegria que vai por ali, comentando a chegada do palhaços do simpático Arlequim. Comentando que eles atiram ao ar os chapéus e dando vivas ao príncipe dos Palhaços como lhe chama, que afugenta as preocupações com o seu bom humor.
Acabando a dizer
Viva ! Viva o Palhaço
que garotos tão endiabrados
Deus seja bendito
Viva ! Viva o palhaço
todos te aplaudem
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Agradeço que quem encontrar a observação de video não disponível me informe para posterior reconstrução.
sexta-feira, novembro 28, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
I Pagliacci-Abertura e Prólogo
I Pagliacci é uma ópera em dois actos, com música e letra de Ruggiero Leoncavallo, estreada no Teatro dal Verme de Milão em 21 de Maio de 1892 e acção decorre em Montanto di Calabria na tarde do dia 15 de Agosto de um ano próximo de 1875.
É uma ópera que reúne uma série de circunstância que não se verificam em quase nenhuma outra ópera, começando por se realçar o facto de ser integralmente uma ópera de autor, letra e música. A originalidade do prólogo, onde uma das personagens surge diante do público contar toda a história.
É uma ópera curta, a sua duração de 75 minutos, faz com que tradicionalmente seja apresentada em conjunto com outras óperas igualmente de curta duração, como a Cavalleria Rusticana.
Depois da abertura, segue-se o referido prólogo, cantado pela barítono Tonio, o bobo da companhia que na comédia interpreta o papel de Taddeo.
Ele aparece dizendo que é o Prólogo e que o autor o mandou explicar ao público que, embora esteja vendo a antigas máscaras, não deve pensar que o que irá ver em cena é falso, pelo contrário, o que vai representar-se não é mais do que um pedaço da vida, pois sob as modestas roupas do comediante, esconde-se uma pessoa como outra qualquer.
Acaba dizendo
Já vos expus o conceito
escutai agora
como ele se desenvolve
Vamos. Começai
Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui
Canio.........Plácido Domingo
Nedda..........Teresa Stratas
Tonio...............Juan Pons
Peppe......Florindo Andreolli
Silvio........Alberto Rinaldi
Teatro Alla Scala, Milan
Chorus Master :Romano Gandolfi
Conductor: Georges Pretre
É uma ópera que reúne uma série de circunstância que não se verificam em quase nenhuma outra ópera, começando por se realçar o facto de ser integralmente uma ópera de autor, letra e música. A originalidade do prólogo, onde uma das personagens surge diante do público contar toda a história.
É uma ópera curta, a sua duração de 75 minutos, faz com que tradicionalmente seja apresentada em conjunto com outras óperas igualmente de curta duração, como a Cavalleria Rusticana.
Depois da abertura, segue-se o referido prólogo, cantado pela barítono Tonio, o bobo da companhia que na comédia interpreta o papel de Taddeo.
Ele aparece dizendo que é o Prólogo e que o autor o mandou explicar ao público que, embora esteja vendo a antigas máscaras, não deve pensar que o que irá ver em cena é falso, pelo contrário, o que vai representar-se não é mais do que um pedaço da vida, pois sob as modestas roupas do comediante, esconde-se uma pessoa como outra qualquer.
Acaba dizendo
Já vos expus o conceito
escutai agora
como ele se desenvolve
Vamos. Começai
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Canio.........Plácido Domingo
Nedda..........Teresa Stratas
Tonio...............Juan Pons
Peppe......Florindo Andreolli
Silvio........Alberto Rinaldi
Teatro Alla Scala, Milan
Chorus Master :Romano Gandolfi
Conductor: Georges Pretre
segunda-feira, novembro 10, 2008
EIixir do amor-2º acto competo
No passado dia 24 de Maio a NUAMPS (Northwestern University School of Music's ) apresentou o seu Elixir do Amor. Naturalmente são estudantes e a qualidade vocal, um pouco verde (em especial o Nemorino), tem contudo a vantagem de apresentar todo o 2º acto e final, sem interrupções.
Tem a vantagem para alguns, de estar legendado em inglês, mas de qualquer maneira faço uma pequena sinopse do que acontece neste acto final da ópera.
O segundo acto começa com o ar festivo da festa de casamento, mas quando as pessoas passam a outra sala onde irá recorrer a assinatura do contrato matrimonial, aparece Nemorino que conta a Dulcamara, todo o seu desespero, por o eleixir não ter efeitos mais rápido. O aldrabrão pede lhe dinheiro para outra garrafa de elixir, que Nemorino não tem.
A entrada do sargento, aborrecido com o facto de Adina ter adiado mais uma vez o casamento. Quando Nemorino lhe conta as dificuldades financeiras, Belcore oferece-se para lhe resolver o problema desde que ele se aliste no exército, que Nemorino aceita, com o único objectivo de comprar outra garrafa.
Entretanto corre a notícia que o tio rico de Nemorino havia morrido, que suscita logo o interesse nas senhoras casadoiras,
Belcore oferece os seus serviços a Adina que recusa. Após a entrada triste de Nemorino cantando a romança "Una furtiva lacrima". É então altura de Adina, lhe devolver o contrato de recrutamento que tirara a Belcore e lhe declarar o seu amor.
Tudo acaba em festa e o povo acaba felicitando os noivos e o doutor tão ilustre
O jovem elenco é o seguinte
Adina -Suzanne Post
Nemorino-Mark Donin
Belcore-Michael O Hulkran
Dulcamara-Nicolas Wenzel
Gianetta-Elizabeth Koehler
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Tem a vantagem para alguns, de estar legendado em inglês, mas de qualquer maneira faço uma pequena sinopse do que acontece neste acto final da ópera.
O segundo acto começa com o ar festivo da festa de casamento, mas quando as pessoas passam a outra sala onde irá recorrer a assinatura do contrato matrimonial, aparece Nemorino que conta a Dulcamara, todo o seu desespero, por o eleixir não ter efeitos mais rápido. O aldrabrão pede lhe dinheiro para outra garrafa de elixir, que Nemorino não tem.
A entrada do sargento, aborrecido com o facto de Adina ter adiado mais uma vez o casamento. Quando Nemorino lhe conta as dificuldades financeiras, Belcore oferece-se para lhe resolver o problema desde que ele se aliste no exército, que Nemorino aceita, com o único objectivo de comprar outra garrafa.
Entretanto corre a notícia que o tio rico de Nemorino havia morrido, que suscita logo o interesse nas senhoras casadoiras,
Belcore oferece os seus serviços a Adina que recusa. Após a entrada triste de Nemorino cantando a romança "Una furtiva lacrima". É então altura de Adina, lhe devolver o contrato de recrutamento que tirara a Belcore e lhe declarar o seu amor.
Tudo acaba em festa e o povo acaba felicitando os noivos e o doutor tão ilustre
O jovem elenco é o seguinte
Adina -Suzanne Post
Nemorino-Mark Donin
Belcore-Michael O Hulkran
Dulcamara-Nicolas Wenzel
Gianetta-Elizabeth Koehler
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segunda-feira, novembro 03, 2008
Elixir do amor-Andina credimi
Entretanto aparece Giannetta e os soldados, que trazem uma mensagem para o sargento Belcore, que ele lê, constando que se tratava duma ordem e marcha, para o dia seguinte de manhã.
Perante a obrigação de mudança tão rápida, Belcore sugere a Adiana que antecipem o casamento para hoje o que deixa Nemorino em pânico o que não passa despercebido a Adina, que se mostra contudo disposta a aceder.
Nemorino pede-lhe que espere pelo menos até amanhã, levando Belcore a perguntar-lhe o que lhe importa isso.
Começa então a intervenção de Nemorino com esta "Andina credimi", onde pede a Andina que não case com Belcore, que confie nele, apenas num breve dia e que se o fizer virá a arrepender-se .
Depois disso começa o concertante final do 1º acto, que além dos protagonistas acaba por envolver também o coro.
Belcore fazendo ameaças ao mesmo tempo que diz nem perceber a razão porque não desfaz aquele desgraçado.
Adina Pedindo a Belcore que não ligue é apenas um rapaz que meteu na cabeça que pelo facto de me amar eu tenho igualmente de o amar.
O Coro admirador do sargento, indigna-se pelo facto de um tolo daqueles pretender enganar um sargento.
O anúncio do banquete para que estão todos convidados, anima toda a gente, com exepção claro de Nemorino, que acaba lamentando-se
Despreza-me o sargento
burla-me a ingrata
sou o motivo do riso das pessoas
por culpa da desapiedada
O meu oprimido coração
já não tem esperança.
Doutor, doutor ! Socorro, piedade
Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui
Perante a obrigação de mudança tão rápida, Belcore sugere a Adiana que antecipem o casamento para hoje o que deixa Nemorino em pânico o que não passa despercebido a Adina, que se mostra contudo disposta a aceder.
Nemorino pede-lhe que espere pelo menos até amanhã, levando Belcore a perguntar-lhe o que lhe importa isso.
Começa então a intervenção de Nemorino com esta "Andina credimi", onde pede a Andina que não case com Belcore, que confie nele, apenas num breve dia e que se o fizer virá a arrepender-se .
Depois disso começa o concertante final do 1º acto, que além dos protagonistas acaba por envolver também o coro.
Belcore fazendo ameaças ao mesmo tempo que diz nem perceber a razão porque não desfaz aquele desgraçado.
Adina Pedindo a Belcore que não ligue é apenas um rapaz que meteu na cabeça que pelo facto de me amar eu tenho igualmente de o amar.
O Coro admirador do sargento, indigna-se pelo facto de um tolo daqueles pretender enganar um sargento.
O anúncio do banquete para que estão todos convidados, anima toda a gente, com exepção claro de Nemorino, que acaba lamentando-se
Despreza-me o sargento
burla-me a ingrata
sou o motivo do riso das pessoas
por culpa da desapiedada
O meu oprimido coração
já não tem esperança.
Doutor, doutor ! Socorro, piedade
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Elixir do amor-Che cosa trova a ridere
O vídeo que agora se apresenta repete o dueto anterior entre Adina e Nemorino, mas continua para o terceto seguinte com a entrada do sargento Belcore.
Fora de cena entra cantando "na guerra como no amor o assédio aborrece e cansa"
Adina e ele trocam algumas palavras, fazendo um trocadilho entre a arte da guerra e o amor, acabando Belcore por perguntar
Fala anjo meu quando nos casaremos ?
Muito rapidamente responde Adina, afirmando depois perante a insistência do sargento
Dentro de sei dias.
Esta resposta provoca a gargalhada de Nemorino confiante que está nas propriedades do elixir.
Inicia-se então o curto terceto em que ao mesmo tempo cada um um canta o seguinte.
Fora de cena entra cantando "na guerra como no amor o assédio aborrece e cansa"
Adina e ele trocam algumas palavras, fazendo um trocadilho entre a arte da guerra e o amor, acabando Belcore por perguntar
Fala anjo meu quando nos casaremos ?
Muito rapidamente responde Adina, afirmando depois perante a insistência do sargento
Dentro de sei dias.
Esta resposta provoca a gargalhada de Nemorino confiante que está nas propriedades do elixir.
Inicia-se então o curto terceto em que ao mesmo tempo cada um um canta o seguinte.
- Belcore- " De que se ri este imbecil ? Se não sair daqui corro-o agora mesmo a pontapés"
- Adina-"E pode tão tranquilo e alegre ouvir dizer que me caso.! Já não posso esconder a raiva que sinto.
- Nemorino-"Fanfarrão ! Imagina tocar o céu com a mão ; mas a armadilha já está estendida, e amanhã dar-se-á conta".
De notar a excelente capacidade cénica de Rolando Villazón muito mais próximo do espírito do papel de Nemorino, que o anteriormente demonstrado por Alagna.
Clicar aqui para ver
Clicar aqui para ver
domingo, novembro 18, 2007
Elixir do amor-Esulti pur la barbara
Absolutamente confiante nos efeitos do "Elixir" e nas palavras de Dulcamara, que o efeito da bebida só aconteceria no dia seguinte, Nemorino irradia felicidade, que não passa despercebida a Adina e que se interroga.
Inicia-se o segundo dueto entre os protagonistas, precedido dum recitativo de frases que cada uma vai dizendo para si próprio, ela manifestando a estranheza pela súbita boa disposição de Nemorino, que não espera, ele dando tempo ao tempo enquanto refreia os seus impulsos de correr para ela.
O dueto inicia-se quando Nemorino diz Esulti pur la barbara.
Que desfrute pois a bárbara
por pouco tempo das minhas penas !
Amanhã acabarão
amanhã amar-me-á
Replicando Adina
O infeliz quer
retirar suas correntes,
mas terá que as suportar
e ainda mais pesadas do que de costume
A segunda parte do dueto e mais dialogante
Nemorino-De acordo, po-la-ei em prática, para ver se resulta
Adina-E o anterior sofrimento ?
Nemorino-Espero esquecê-lo
Adina-E o antigo fogo ?
Nemorino-Rapidamente se extinguirá, basta esperar um dia e o coração a curará
Adina-Muito bem alegro-me muito, mas, contudo ... depois veremos.
Voltando depois a repetir o que disseram na primeira parte do dueto
O vídeo que seleccionei refere uma representação de Roberto Alagna, e Angela Gheorghiu em 1996 em Paris. Para ver clicar aqui
Alagna não deve ter a noção, que deve corresponder à interpretação cénica do papel de Nemorino. Independentemente da voz os cantores de ópera, não podem deixar de cuidar da interpretação o que infelizmente nem sempre acontece.
Inicia-se o segundo dueto entre os protagonistas, precedido dum recitativo de frases que cada uma vai dizendo para si próprio, ela manifestando a estranheza pela súbita boa disposição de Nemorino, que não espera, ele dando tempo ao tempo enquanto refreia os seus impulsos de correr para ela.
O dueto inicia-se quando Nemorino diz Esulti pur la barbara.
Que desfrute pois a bárbara
por pouco tempo das minhas penas !
Amanhã acabarão
amanhã amar-me-á
Replicando Adina
O infeliz quer
retirar suas correntes,
mas terá que as suportar
e ainda mais pesadas do que de costume
A segunda parte do dueto e mais dialogante
Nemorino-De acordo, po-la-ei em prática, para ver se resulta
Adina-E o anterior sofrimento ?
Nemorino-Espero esquecê-lo
Adina-E o antigo fogo ?
Nemorino-Rapidamente se extinguirá, basta esperar um dia e o coração a curará
Adina-Muito bem alegro-me muito, mas, contudo ... depois veremos.
Voltando depois a repetir o que disseram na primeira parte do dueto
O vídeo que seleccionei refere uma representação de Roberto Alagna, e Angela Gheorghiu em 1996 em Paris. Para ver clicar aqui
Alagna não deve ter a noção, que deve corresponder à interpretação cénica do papel de Nemorino. Independentemente da voz os cantores de ópera, não podem deixar de cuidar da interpretação o que infelizmente nem sempre acontece.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Elixir do amor-Obbligato, si Obbligato
Quando todos partem, Nemorino pede a Dulcamara o elixir do amor utilizado pela Rainha Isolda.
Dulcamara fica bastante surpreendido pela ignorância do jovem Nemorino, mas não perde a ocasião para lhe vender uma garrafa do "elixir" em troco de todo o dinheiro que tem nos bolsos.
Segue-se um interessante dueto, entre eles Nemorino agradece considerando-se muito feliz, enquanto em aparte Dulcamara vai dizendo
Pelos lugares que percorri
mais de um bobalhão encontrei,
mas um como este sem dúvida
não se encontra não senhor.
Depois Nemorino pergunta como se usa e Dulcamara explica
Com cuidado,
devagar, devagarinho,
agita-se um pouco a garrafa
destapa-se mas com cuidado,
que não fuja o vapor.
depois aproxima-se dos lábios
e bebe-se a sorvos,
e o efeito surpreendente
não se demora
em conseguir.
Nemorino pergunta quanto tempo é preciso para fazer efeito, a que o charlatão responde ser preciso um dia inteiro, tempo mais que suficiente para partir (diz em surdina).
Sobretudo pede-lhe silêncio, pois hoje em dia provocar o amor é uma coisa muito delicada.
Terminam o dueto ao melhor estilo rossiniano, com Dulcamara a dizer
Vê, mortal afortunado;
dei-te um tesouro,
todo o sexo feminino
amanhã suspirará por ti.
(mas amanhã ao nascer
estarei muito longe daqui)
E Nemorino afirma
Ah doutor ! Dou-vos a minha palavra
de que o beberei por causa de uma só,
por qualquer outra,
por muito bela que seja,
não sobrará nem uma gota.
(sem dúvida, uma estrela amiga t
rouxe este até aqui)
(Para ver este trecho cantado por Jeremy Schoenberg (Nemorino) e Gil LipazDulcamara)
clicar aqui
Dulcamara fica bastante surpreendido pela ignorância do jovem Nemorino, mas não perde a ocasião para lhe vender uma garrafa do "elixir" em troco de todo o dinheiro que tem nos bolsos.
Segue-se um interessante dueto, entre eles Nemorino agradece considerando-se muito feliz, enquanto em aparte Dulcamara vai dizendo
Pelos lugares que percorri
mais de um bobalhão encontrei,
mas um como este sem dúvida
não se encontra não senhor.
Depois Nemorino pergunta como se usa e Dulcamara explica
Com cuidado,
devagar, devagarinho,
agita-se um pouco a garrafa
destapa-se mas com cuidado,
que não fuja o vapor.
depois aproxima-se dos lábios
e bebe-se a sorvos,
e o efeito surpreendente
não se demora
em conseguir.
Nemorino pergunta quanto tempo é preciso para fazer efeito, a que o charlatão responde ser preciso um dia inteiro, tempo mais que suficiente para partir (diz em surdina).
Sobretudo pede-lhe silêncio, pois hoje em dia provocar o amor é uma coisa muito delicada.
Terminam o dueto ao melhor estilo rossiniano, com Dulcamara a dizer
Vê, mortal afortunado;
dei-te um tesouro,
todo o sexo feminino
amanhã suspirará por ti.
(mas amanhã ao nascer
estarei muito longe daqui)
E Nemorino afirma
Ah doutor ! Dou-vos a minha palavra
de que o beberei por causa de uma só,
por qualquer outra,
por muito bela que seja,
não sobrará nem uma gota.
(sem dúvida, uma estrela amiga t
rouxe este até aqui)
(Para ver este trecho cantado por Jeremy Schoenberg (Nemorino) e Gil LipazDulcamara)
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terça-feira, outubro 30, 2007
Elixir do amor-Udite, udite o rustici
Entretanto toques de corneta anunciam a chegada à aldeia de uma vistosa carroça, que é imediatamente rodeada pelos habitantes da aldeia.
Estes ficam surpreendidos, perante o luxo da carruagem e dos seus ocupantes, aparece então Dulcamara, um curandeiro charlatão acompanhado por um lacaio.
Declara a sua condição de médico enciclopédico e proclama as excelência do seu licor, capaz de curar paralíticos ou aqueles que se afogam ou sofrem do fígado, convencendo os camponeses da sua autenticidade começando a vende-lo.
Esta extensa intervenção para voz de baixo, é uma ária exigente, quer sob o ponto de visto vocal, como também teatral.
Ouvi ouvi camponeses
tende cuidado e não respirai sequer
Dou por evidente e imagino
que tal como eu sabeis
que sou aquele grande médico
doutor enciclopédico
chamado Dulcamara.
cuja virtude ilustre
e os prodígios infinitos
são conhecidos no mundo inteiro...
e parte do estrangeiro.
Sou benfeitor de homens,
reparador dos males.
Em poucos dias eu esvazio
e limpo os hospitais e vou
vendendo saúde
pelo mundo inteiro.
Continua depois incitando à compra do produto milagroso.
Passando a enumerar os principais males que se podem curar.
Um septuagenário
ainda se converteu em
avô de dez crianças.
Graças a este Bebe e Sana
em menos duma semana
uma viúva afligida
deixou de chorar.
Vós austeras matronas
quereis rejuvenescer ?
Vossas rugas incómodas
com isto apagareis.
Quereis raparigas
ter a pele macia ?
Vós jovens galantes
ter sempre amantes ?
Comprai-me o meu específico,
no vo-lo dou barato.
O elixir move os paralíticos,
cura os apoplécticos,
os asmáticos, os asfixiados,
os histéricos e os diabéticos,
cura os que sofrem do tímpano,
escrofulosos e raquíticos
e até a dor de fígado
que ultimamente está na moda.
Acaba por anunciar o preço, da forma típica dos vendedores de banha da cobra.
Terminando a dizer
Para vos provar o meu agradecimento
por tão amável recepção,
quero, boa gente,
oferecer-vos um escudo.
O coro fica agradavelmente surpreendido e aplaude
Um escudo ? Realmente
homem mais simpático não se pode encontrar.
Dulcamara continua
Aqui está este estupendo
e tão balsâmico elixir.
Toda a Europa sabe que não o vendo
por menos de nove liras,
mas como é sabido
que sou vosso compatriota,
por três liras vo-lo deixo,
peço-vos apenas três liras,
assim pois, é tão claro como o Sol,
que a cada um que o queira
um escudo contante e sonante
no seu bolso faço entrar.
Ah quente afecto da pátria !
que milagres podes fazer !
Retorquindo o coro
Sim, é verdade, trazei cá.
Oh, que grande doutor sois !
Teremos da vossa chegada
uma prolongada recordação.
Marco Romano canta a ária de Dulcamara numa recita em Taormina em 18 Agosto 2007.
Para ver o clip referente a esta momento da ópera clicar aqui
Estes ficam surpreendidos, perante o luxo da carruagem e dos seus ocupantes, aparece então Dulcamara, um curandeiro charlatão acompanhado por um lacaio.
Declara a sua condição de médico enciclopédico e proclama as excelência do seu licor, capaz de curar paralíticos ou aqueles que se afogam ou sofrem do fígado, convencendo os camponeses da sua autenticidade começando a vende-lo.
Esta extensa intervenção para voz de baixo, é uma ária exigente, quer sob o ponto de visto vocal, como também teatral.
Ouvi ouvi camponeses
tende cuidado e não respirai sequer
Dou por evidente e imagino
que tal como eu sabeis
que sou aquele grande médico
doutor enciclopédico
chamado Dulcamara.
cuja virtude ilustre
e os prodígios infinitos
são conhecidos no mundo inteiro...
e parte do estrangeiro.
Sou benfeitor de homens,
reparador dos males.
Em poucos dias eu esvazio
e limpo os hospitais e vou
vendendo saúde
pelo mundo inteiro.
Continua depois incitando à compra do produto milagroso.
Passando a enumerar os principais males que se podem curar.
Um septuagenário
ainda se converteu em
avô de dez crianças.
Graças a este Bebe e Sana
em menos duma semana
uma viúva afligida
deixou de chorar.
Vós austeras matronas
quereis rejuvenescer ?
Vossas rugas incómodas
com isto apagareis.
Quereis raparigas
ter a pele macia ?
Vós jovens galantes
ter sempre amantes ?
Comprai-me o meu específico,
no vo-lo dou barato.
O elixir move os paralíticos,
cura os apoplécticos,
os asmáticos, os asfixiados,
os histéricos e os diabéticos,
cura os que sofrem do tímpano,
escrofulosos e raquíticos
e até a dor de fígado
que ultimamente está na moda.
Acaba por anunciar o preço, da forma típica dos vendedores de banha da cobra.
Terminando a dizer
Para vos provar o meu agradecimento
por tão amável recepção,
quero, boa gente,
oferecer-vos um escudo.
O coro fica agradavelmente surpreendido e aplaude
Um escudo ? Realmente
homem mais simpático não se pode encontrar.
Dulcamara continua
Aqui está este estupendo
e tão balsâmico elixir.
Toda a Europa sabe que não o vendo
por menos de nove liras,
mas como é sabido
que sou vosso compatriota,
por três liras vo-lo deixo,
peço-vos apenas três liras,
assim pois, é tão claro como o Sol,
que a cada um que o queira
um escudo contante e sonante
no seu bolso faço entrar.
Ah quente afecto da pátria !
que milagres podes fazer !
Retorquindo o coro
Sim, é verdade, trazei cá.
Oh, que grande doutor sois !
Teremos da vossa chegada
uma prolongada recordação.
Marco Romano canta a ária de Dulcamara numa recita em Taormina em 18 Agosto 2007.
Para ver o clip referente a esta momento da ópera clicar aqui
quinta-feira, outubro 25, 2007
Elixir do amor-Una parola o Adina
Nemorino fica ciumento mais uma vez, pela presença do petulante sargento e talvez por esse motivo decide aproximar-se de Adina, declarando-lhe o seu amor, tentando conquista-la.
Adina começa por lhe dizer que se ocupe antes dos seus assunto, como por exemplo cuidar do seu tio moribundo, do qual poderá herdar uma fortuna.
O recitativo entre ambos é iniciado pela soprano com as palavras
Chiedi all aura lusinghiera
Pergunta à brisa brincalhona
porque voa sem descanso
ora sobre o lírio, ou sobre a rosa,
ora sobre o prado, ou sobre o arroio,
dir-te-á que a sua natureza
ser ligeira e infiel
Cujo tema é repetido por Nemorino
Chiedi al rio perché gemente
Pergunta ao rio porque é que, gemente,
desde a nascente em que brotou,
se dirige para o mar que o chama,
e ao mar vai morrer
dir-te-á que o arrasta
um poder que não sabe explicar.
A segunda parte da cabaleta tem um ritmo mais rápido.
Depois dum curto diálogo, onde Adina lhe pergunta o que é que ele quer ao que Nemorino responde
Morrer como ele (o mar), mas morrer seguindo-te.
Adina secamente diz-lhe "Ama outra nada te impede".
Recomendando-lhe
Per guarir di tal pazzia
Para te curar de tal loucura
que é loucura o amor constante,
tens de seguir a minha usança,
cada dia mudar de amante.
Como um prego tira outro prego,
o amor afasta o amor.
Desta forma eu rio o desfruto,
desta forma tenho livre o coração.
dizendo Nemorino
Te sola io vedo, io sento
Só te vejo a ti, eu sinto-te
dia e noite, em cada objecto,
em vão tento esquecer-te.
Tenho o teu rosto esculpido no peito,
mudando como tu fazes,
podes esquecer-se qualquer outro amor,
mas não se pode, nunca se poderá
tirar o primeiro do coração.
O clip que encontrei, refere uma apresentação em Tóquio em 1974, cantado por Maria Callas e o seu parceiro vocal preferido Giuseppe di Stefano. Clicar aqui
Adina começa por lhe dizer que se ocupe antes dos seus assunto, como por exemplo cuidar do seu tio moribundo, do qual poderá herdar uma fortuna.
O recitativo entre ambos é iniciado pela soprano com as palavras
Chiedi all aura lusinghiera
Pergunta à brisa brincalhona
porque voa sem descanso
ora sobre o lírio, ou sobre a rosa,
ora sobre o prado, ou sobre o arroio,
dir-te-á que a sua natureza
ser ligeira e infiel
Cujo tema é repetido por Nemorino
Chiedi al rio perché gemente
Pergunta ao rio porque é que, gemente,
desde a nascente em que brotou,
se dirige para o mar que o chama,
e ao mar vai morrer
dir-te-á que o arrasta
um poder que não sabe explicar.
A segunda parte da cabaleta tem um ritmo mais rápido.
Depois dum curto diálogo, onde Adina lhe pergunta o que é que ele quer ao que Nemorino responde
Morrer como ele (o mar), mas morrer seguindo-te.
Adina secamente diz-lhe "Ama outra nada te impede".
Recomendando-lhe
Per guarir di tal pazzia
Para te curar de tal loucura
que é loucura o amor constante,
tens de seguir a minha usança,
cada dia mudar de amante.
Como um prego tira outro prego,
o amor afasta o amor.
Desta forma eu rio o desfruto,
desta forma tenho livre o coração.
dizendo Nemorino
Te sola io vedo, io sento
Só te vejo a ti, eu sinto-te
dia e noite, em cada objecto,
em vão tento esquecer-te.
Tenho o teu rosto esculpido no peito,
mudando como tu fazes,
podes esquecer-se qualquer outro amor,
mas não se pode, nunca se poderá
tirar o primeiro do coração.
O clip que encontrei, refere uma apresentação em Tóquio em 1974, cantado por Maria Callas e o seu parceiro vocal preferido Giuseppe di Stefano. Clicar aqui
sexta-feira, outubro 12, 2007
Elixir do Amor-Come Paride vezzoso
A 2ª cena do 1º acto começa com a chegada do sargento Belcore (barítono), introduzido por uma marcha militar, canta a sua cavantina, onde a primeira parte parece ser própria de um homem de grande porte, mas depressa se descobre pelo texto e por uma certa rapidez no ritmo, que a personagem não é mais do que um pretensioso.
A cavantiva liga-se directamente a um trio entre Adina, Belcore e Nemorino, que revela influência de Rossini..
Quando Belcore entra, dirigindo-se a Adina, depois de a saudar oferece-lhe um ramo de flores, dizendo
Como Páris galante
entregou a maçã à mais bela,
mina querida camponesa,
eu te entrego estas flores.
Mas sou mais glorioso do que ele
mais feliz do que ele eu sou
dado que como prémio do meu obséquio
obtenho o teu belo coração.
Presunçoso, mesmo depois de Adina ter comentado entre dentes, ironicamente para as outras mulheres um "é modesto, o rapaz", continua
Vejo bem nesse rostinho,
que fiz uma brecha em teu peito,
Não é coisa surpreendente;
dado que sou galante e sou sargento.
Não há beleza que resista
à vista dum penacho,
a Marte, Deus da guerra,
até Cupido se rende
Perante o pânico de Nemorino, pelo sorriso de Adina ela responda à pergunta de Belcore, sobre o dia em quer o casamento, dizendo-lhe que não tem pressa, que quer pensar um pouco.
Belcore continua
Não percas mais tempo por Deus
voam os dias e as horas
na guerra e no amor
é um erro hesitar.
Rende-te ao vencedor,
de mim não podes escapar.
Não eram estas as palavras ideais para a conquista de Adina, que repele a vaidade dele, afirmando que "não é assim tão fácil conquistar Adina".
Ao longe Nemorino assiste à cena lamentando a sua timidez que o impedem de "lhe explicar as minhas penas e talvez tivesse piedade".
O coro e a criada Gianneta, comentam
Seria coisa para rir
se Adina se deixasse apanhar,
se a todos nos vingasse
este militar.
Sim sim, mas é raposa velha
e com ela não se pode brincar.
Belcore convencido e julgando-se já vencedor pede a Aldina, que conceda aos seus guerreiros descanso sob um tecto, ao que Aldina responde
Com boa vontade.
Considerar-me-ei feliz,
por vos oferecer uma garrafa.
e virando-se para os trabalhadores diz-lhes
Vós podeis recomeçar,
os lavores do campo interrompidos.
Já cai o Sol.
O vídeo que se pode ver clicando aqui é referente a um espectáculo no
Liceu de Barcelona em 2005 com o seguinte elenco :
Mariela Devia-Adina
Raúl Gimenez-Nemorino
Víctor Torres-Belcore
Cristina Obregón-Giannetta.
A cavantiva liga-se directamente a um trio entre Adina, Belcore e Nemorino, que revela influência de Rossini..
Quando Belcore entra, dirigindo-se a Adina, depois de a saudar oferece-lhe um ramo de flores, dizendo
Como Páris galante
entregou a maçã à mais bela,
mina querida camponesa,
eu te entrego estas flores.
Mas sou mais glorioso do que ele
mais feliz do que ele eu sou
dado que como prémio do meu obséquio
obtenho o teu belo coração.
Presunçoso, mesmo depois de Adina ter comentado entre dentes, ironicamente para as outras mulheres um "é modesto, o rapaz", continua
Vejo bem nesse rostinho,
que fiz uma brecha em teu peito,
Não é coisa surpreendente;
dado que sou galante e sou sargento.
Não há beleza que resista
à vista dum penacho,
a Marte, Deus da guerra,
até Cupido se rende
Perante o pânico de Nemorino, pelo sorriso de Adina ela responda à pergunta de Belcore, sobre o dia em quer o casamento, dizendo-lhe que não tem pressa, que quer pensar um pouco.
Belcore continua
Não percas mais tempo por Deus
voam os dias e as horas
na guerra e no amor
é um erro hesitar.
Rende-te ao vencedor,
de mim não podes escapar.
Não eram estas as palavras ideais para a conquista de Adina, que repele a vaidade dele, afirmando que "não é assim tão fácil conquistar Adina".
Ao longe Nemorino assiste à cena lamentando a sua timidez que o impedem de "lhe explicar as minhas penas e talvez tivesse piedade".
O coro e a criada Gianneta, comentam
Seria coisa para rir
se Adina se deixasse apanhar,
se a todos nos vingasse
este militar.
Sim sim, mas é raposa velha
e com ela não se pode brincar.
Belcore convencido e julgando-se já vencedor pede a Aldina, que conceda aos seus guerreiros descanso sob um tecto, ao que Aldina responde
Com boa vontade.
Considerar-me-ei feliz,
por vos oferecer uma garrafa.
e virando-se para os trabalhadores diz-lhes
Vós podeis recomeçar,
os lavores do campo interrompidos.
Já cai o Sol.
O vídeo que se pode ver clicando aqui é referente a um espectáculo no
Liceu de Barcelona em 2005 com o seguinte elenco :
Mariela Devia-Adina
Raúl Gimenez-Nemorino
Víctor Torres-Belcore
Cristina Obregón-Giannetta.
terça-feira, outubro 09, 2007
Elixir do amor-Della crudele Isotta
Quando Nemorino acaba a sua intervenção, recupera o tema do coro, que é interpretado logo de seguida por todos os elementos.
Uma ligeira troca de palavras entre Adina e a sua criada Giannetta, em que esta questiona a sua patroa, acerca da razão porque se ria da sua divertida leitura. Adina responde-lhe que é a história de Tristão, uma história de amor.
Os trabalhadores pedem-lhe então que a leia.
Dá-se então início à cavantina de Adina, em que diz o seguinte :
Pela cruel Isolda
o belo Tristão ardia,
nem um pouco de esperança
tinha de possuí-la um dia.
Quando se pôs aos pés
de um sábio mago,
que lhe deu um frasco
com um certo elixir de amor,
pelo que a bela Isolda
dele não conseguiu jamais fugir.
O coro responde que um elixir de tão perfeita e rara qualidade, oxála se soubesse a receita.
Adina continua a história
Mal ele bebeu um sorvo
do mágico frasco
o coração rebelde
de Isolda enterneceu-se.
Mudada num instante,
aquela beleza cruel,
foi amante de Tristão
e aquele primeiro sorvo,
para sempre abençoou.
Acabando o coro por repetir o que havia dito anteriormente.
Tudo isso é seguido atentamente por Nemorino.
Uma ligeira troca de palavras entre Adina e a sua criada Giannetta, em que esta questiona a sua patroa, acerca da razão porque se ria da sua divertida leitura. Adina responde-lhe que é a história de Tristão, uma história de amor.
Os trabalhadores pedem-lhe então que a leia.
Dá-se então início à cavantina de Adina, em que diz o seguinte :
Pela cruel Isolda
o belo Tristão ardia,
nem um pouco de esperança
tinha de possuí-la um dia.
Quando se pôs aos pés
de um sábio mago,
que lhe deu um frasco
com um certo elixir de amor,
pelo que a bela Isolda
dele não conseguiu jamais fugir.
O coro responde que um elixir de tão perfeita e rara qualidade, oxála se soubesse a receita.
Adina continua a história
Mal ele bebeu um sorvo
do mágico frasco
o coração rebelde
de Isolda enterneceu-se.
Mudada num instante,
aquela beleza cruel,
foi amante de Tristão
e aquele primeiro sorvo,
para sempre abençoou.
Acabando o coro por repetir o que havia dito anteriormente.
Tudo isso é seguido atentamente por Nemorino.
domingo, outubro 07, 2007
Elixir do Amor-Quanto é bella quanto é cara
Segue-se a primeira intervenção de Nemorino, a sua cavantina onde se descobre o carácter desta personagem, é uma passagem de grande beleza onde a sua inquietação amorosa é evidenciada.
Nemorino está à beira do desespero, pois o casamento de Adina com o sargento Belcore, está anunciado e mais do que isso, foi antecipado para a tarde daquele mesmo dia.
Nemorino canta
Como é bela e adorável
Quanto mais a vejo, mais gosto dela,
Mas a essa coração não sou capaz
de inspirar o menor afecto
Ela lê, estuda, aprende
Para ela não há coisa desconhecida
Eu sou um idiota
que não sabe mais do que suspirar
Quem me iluminará a mente ?
Quem me ensinará a fazer-me amar ?
Fica a nota desta cavantina cantada por Nicolai Gedda clicando aqui.
Gedda é um tenor sueco nascido em 1925, que suponho hoje já completamente retirado.
Considerado por alguns o mais versátil do século 20, como atestam as suas mais de 200 gravações em papéis muito diferentes.
Ou, preferindo a versão cantada por Rolando Villazon, clicar aqui
Tenor mexicano nascido em 1972, radicado em França, considerado um dos melhores tenores líricos da atualidade.
Nemorino está à beira do desespero, pois o casamento de Adina com o sargento Belcore, está anunciado e mais do que isso, foi antecipado para a tarde daquele mesmo dia.
Nemorino canta
Como é bela e adorável
Quanto mais a vejo, mais gosto dela,
Mas a essa coração não sou capaz
de inspirar o menor afecto
Ela lê, estuda, aprende
Para ela não há coisa desconhecida
Eu sou um idiota
que não sabe mais do que suspirar
Quem me iluminará a mente ?
Quem me ensinará a fazer-me amar ?
Fica a nota desta cavantina cantada por Nicolai Gedda clicando aqui.
Gedda é um tenor sueco nascido em 1925, que suponho hoje já completamente retirado.
Considerado por alguns o mais versátil do século 20, como atestam as suas mais de 200 gravações em papéis muito diferentes.
Ou, preferindo a versão cantada por Rolando Villazon, clicar aqui
Tenor mexicano nascido em 1972, radicado em França, considerado um dos melhores tenores líricos da atualidade.
sábado, outubro 06, 2007
Elixir do Amor-Bel conforto al mietitore
O Elixir do Amor uma ópera de Donizetti em dois actos foi estreada em Milão em 1832, com libreto de Felice Romani.
Esta ópera foi classificada inicialmente, como ópera buffa, só porque contém alguns elementos de comédia, não habituais nas óperas "sérias" do bel-canto.
A começar pela papel do protagonista Nemorimo, um tanto parvo, simplório e ignorante.
Contudo alguns elementos característicos da ópera buffa, não estão caracterizados nesta ópera.
Nemorino não tem criado para casar com a criada confidente da protagonista.
Adina a protagonista casadoira, não têm pai. Ela própria é independente , rica perfeitamente apta a resolver os seus problemas quer financeiros quer matrimoniais.
O militar fanfarrão típico da opera buffa, está aqui representado pelo sargento Belcore, rival de Nemorimo, com um papel mais importante do que naquele tipo de óperas.
O próprio ambiente rural em que se desenrola esta ópera afasta-a do cénico urbanismo buffo.
Enfim, alguns detalhes que culminam na diferença inevitável na opera buffa dos casamentos múltiplos, contudo problema esse já simplificado desde Rossini.
A esta ópera está associada á morte de Caruso, que adorava cantar esta ópera tanto assim que em Dezembro de 1920, cantava em Nova Iorque no Metropolitan a representação número 604, no papel de Nemorino, quando subitamente em pleno palco teve um ataque de tosse que lhe provocou uma hemorragia.
Foi o primeiro sinal do seu fim, que viria a acontecer em Nápoles, poucos meses mais tarde, cantando o papel que mais gostava, numa ópera que contribuiu para que ainda hoje se mantenha interessante.
A acção passa-se numa pequena aldeia no País Basco. Adina é dona de tudo quanto se vê em cena, e os segadores, são seus empregados, que descansam sob uma grande árvore, refugiando-se dos ardores do sol.
Boa fazendeira, á moda antiga, (muito antiga digo eu) não se preocupa com a produtividade dos seus empregados, ocupando-se da leitura de um romance.
A ópera começa com breves compassos de tom cómico, que são seguidos por um tema mais dramático em que os instrumentos de corda acompanham a flauta.
O tema do coro acompanhado pela criada Giannetta, serve de introdução ao primeiro acto, cantando
Doce consolo para o segador
Quando o sol está mais ardente
é sob uma faia ao pé duma colina
repousar e respirar
O vivo ardor do meio-dia
ameniza a sombra e o rio
mas o amor ardente
nem rio nem sombra podem acalmar.
Afortunado o segador
que dele se pode guardar
Para ver o clip clicar aqui
Esta ópera foi classificada inicialmente, como ópera buffa, só porque contém alguns elementos de comédia, não habituais nas óperas "sérias" do bel-canto.
A começar pela papel do protagonista Nemorimo, um tanto parvo, simplório e ignorante.
Contudo alguns elementos característicos da ópera buffa, não estão caracterizados nesta ópera.
Nemorino não tem criado para casar com a criada confidente da protagonista.
Adina a protagonista casadoira, não têm pai. Ela própria é independente , rica perfeitamente apta a resolver os seus problemas quer financeiros quer matrimoniais.
O militar fanfarrão típico da opera buffa, está aqui representado pelo sargento Belcore, rival de Nemorimo, com um papel mais importante do que naquele tipo de óperas.
O próprio ambiente rural em que se desenrola esta ópera afasta-a do cénico urbanismo buffo.
Enfim, alguns detalhes que culminam na diferença inevitável na opera buffa dos casamentos múltiplos, contudo problema esse já simplificado desde Rossini.
A esta ópera está associada á morte de Caruso, que adorava cantar esta ópera tanto assim que em Dezembro de 1920, cantava em Nova Iorque no Metropolitan a representação número 604, no papel de Nemorino, quando subitamente em pleno palco teve um ataque de tosse que lhe provocou uma hemorragia.
Foi o primeiro sinal do seu fim, que viria a acontecer em Nápoles, poucos meses mais tarde, cantando o papel que mais gostava, numa ópera que contribuiu para que ainda hoje se mantenha interessante.
A acção passa-se numa pequena aldeia no País Basco. Adina é dona de tudo quanto se vê em cena, e os segadores, são seus empregados, que descansam sob uma grande árvore, refugiando-se dos ardores do sol.
Boa fazendeira, á moda antiga, (muito antiga digo eu) não se preocupa com a produtividade dos seus empregados, ocupando-se da leitura de um romance.
A ópera começa com breves compassos de tom cómico, que são seguidos por um tema mais dramático em que os instrumentos de corda acompanham a flauta.
O tema do coro acompanhado pela criada Giannetta, serve de introdução ao primeiro acto, cantando
Doce consolo para o segador
Quando o sol está mais ardente
é sob uma faia ao pé duma colina
repousar e respirar
O vivo ardor do meio-dia
ameniza a sombra e o rio
mas o amor ardente
nem rio nem sombra podem acalmar.
Afortunado o segador
que dele se pode guardar
Para ver o clip clicar aqui
sexta-feira, setembro 28, 2007
Requiem de Verdi-Libera me
A extraordinária sequência final do Requiem cantada pela Grande Monserat Caballé e o coro na arena de Verona em 1980 é uma maravilha.
Pena de conseguir um gravação de maior qualidade
Para ver, são dois vídeos, clicar aqui
Ou para ouvir Leotyne Price com melhor qualidade clicar aqui
Pena de conseguir um gravação de maior qualidade
Para ver, são dois vídeos, clicar aqui
Ou para ouvir Leotyne Price com melhor qualidade clicar aqui
Libera me, Domine, de morte aeterna,
in die illa tremenda,
quando coeli movendi sunt et terra.
Dum veneris judicare saeculum
per ignem.
Tremens factus sum ego, et timeo,
dum discussio venerit atque
ventura ira
quando coeli movendi sunt et terra.
Dies illa, dies irae, calamitatis et miseriae,
dies magna et amara valde.
Dum veneris judicare saeculum
per ignem.
Requiem aeternam dona eis, Domine
et lux perpetua luceat eis.
segunda-feira, setembro 17, 2007
Cavalleria Rusticana-Viva il vino
Entretanto acaba a missa e todos os aldeões se reúnem em pequenos grupos. Mamma Lucia atravessa a praça e vai para casa, enquanto todos se vão despedindo uns dos outros.
Turiddu dirige-se a Lola, mas ela insiste em procurar o seu marido, ele então pega num copo e dirige-se á multidão cantando "Viva il vino spumeggiantte", num brinde
"Viva o vinho que é sincero
que conforta os nossos pensamentos
e afoga a nossa tristeza
embriagando-nos docemente"
que todos aplaudem e brindam, dizendo
"bebamos bebamos
Viva o vinho espumoso"
Para ouvir Plácido Domingo clicar aqui
Turiddu dirige-se a Lola, mas ela insiste em procurar o seu marido, ele então pega num copo e dirige-se á multidão cantando "Viva il vino spumeggiantte", num brinde
"Viva o vinho que é sincero
que conforta os nossos pensamentos
e afoga a nossa tristeza
embriagando-nos docemente"
que todos aplaudem e brindam, dizendo
"bebamos bebamos
Viva o vinho espumoso"
Para ouvir Plácido Domingo clicar aqui
quarta-feira, setembro 12, 2007
Blog em reconstrução
Este blog está em reconstrução
Estou tentando repor alguns vídeos que foram retirados pelo you tube e que distorceram o objectivo com que tinha concebido este blog.
De moment estou tentando repor a Cavalleria Rusticana.
Entretanto do meu blog Musicopera tenho publicadas alguns trechos de ópera que considero mais interessantes
Luís Maia
Estou tentando repor alguns vídeos que foram retirados pelo you tube e que distorceram o objectivo com que tinha concebido este blog.
De moment estou tentando repor a Cavalleria Rusticana.
Entretanto do meu blog Musicopera tenho publicadas alguns trechos de ópera que considero mais interessantes
Luís Maia
terça-feira, julho 17, 2007
Ileana Cotrubas
Talvez os melómanos mais fundamentalista, não colocassem esta soprano romena na galeria dos grandes nomes.
Eu desde que a ouvi cantar em Lisboa em 1975 o papel de Gilda do Rigoletto, aliás uma das suas imagens de marca, nunca deixei de seguir a sua carreira, admirador como sou da sua linda voz.
Esta soprano lírica romena nascida em 1939, especialista nos papéis que requerem uma certa carga emotiva, desempenha a preceito papéis como o de Mimi em La Bohème, a doce Susana nas Bodas de Figaro, ou mesmo a Tatiana de Eugéne Onéguine de Tchaikowsky.
Estreou-se em Bucareste em 1964 no papel do pequeno Yniold de Pelléas etMelisande de Debussy, revelando uma outra faceta que marcou grande parte da sua carreira, pelo facto da sua figura franzina se ajustar a papeis de menino ou de rapaz em "travesti".
Retirou-se em 1990 dedicando-se desde então ao ensino.
O primeiro vídeo é precisamente de 1990 e trata-se no fundo duma gracinha. Um conjunto de artistas reuniu-se em Viena para uma Gala a favor da Roménia, todos em cena para fecho do espectáculo cantam O Brinde de La Traviatta de Verdi.
A curiosidade dos papéis de Alfredo serem repartidos por José Carreras e Plácido Domingo e o de Violette por Agnes Baltsa primeiro e Cotrubas depois.
No segundo uma ária da opereta de Franz Lehar, Giuditta que não conhecia, já que normalmente só se fala da Viúva Alegre. A beleza da voz de Ileana em 1996, já depois de retirada, continua associada à sua extrema graciosidade em palco.
Eu desde que a ouvi cantar em Lisboa em 1975 o papel de Gilda do Rigoletto, aliás uma das suas imagens de marca, nunca deixei de seguir a sua carreira, admirador como sou da sua linda voz.
Esta soprano lírica romena nascida em 1939, especialista nos papéis que requerem uma certa carga emotiva, desempenha a preceito papéis como o de Mimi em La Bohème, a doce Susana nas Bodas de Figaro, ou mesmo a Tatiana de Eugéne Onéguine de Tchaikowsky.
Estreou-se em Bucareste em 1964 no papel do pequeno Yniold de Pelléas etMelisande de Debussy, revelando uma outra faceta que marcou grande parte da sua carreira, pelo facto da sua figura franzina se ajustar a papeis de menino ou de rapaz em "travesti".
Retirou-se em 1990 dedicando-se desde então ao ensino.
O primeiro vídeo é precisamente de 1990 e trata-se no fundo duma gracinha. Um conjunto de artistas reuniu-se em Viena para uma Gala a favor da Roménia, todos em cena para fecho do espectáculo cantam O Brinde de La Traviatta de Verdi.
A curiosidade dos papéis de Alfredo serem repartidos por José Carreras e Plácido Domingo e o de Violette por Agnes Baltsa primeiro e Cotrubas depois.
No segundo uma ária da opereta de Franz Lehar, Giuditta que não conhecia, já que normalmente só se fala da Viúva Alegre. A beleza da voz de Ileana em 1996, já depois de retirada, continua associada à sua extrema graciosidade em palco.
segunda-feira, julho 16, 2007
La Bohème 14-Final
Esta peça final de Lá Bohème, incluí a publicação anterior e a parte final da ópera.
As explicações sobre o enredo desde o início do dueto "Sono Andanti" até ao desfalecimento de Mimi e a entrada em cena de Schaunard estão descritas na mensagem anterior.
Agora Mimi diz que está bem e chamando Musetta diz-lhe agarrando no regalo, que ele "é belo e suave, acabaram-se as mão pálidas. O calor as embelezará" o depois perante o choro de Rodolfo, lhe diz "estou bem, chorar assim porquê ? Aqui amor ,,, sempre contigo".
Entretanto Musetta reza
"Nossa senhora bendita
faz a graça a esta pobrezinha
para que não morra"
e depois após uma interrupção para dizer a Marcello, para que a protejam do frio, continua
" e que possa curar-se
Nossa Senhora santa, eu sou
indigna de perdão
enquanto Mimi
é um anjo do céu".
Entretanto Schaunard comunica a Mercelo que Mimi faleceu e quando Rodolfo se apercebe do sucedido, grita por duas vezes desesperadamente o nome de Mimi.
Alagna e Gheorghiu interpretam esta cena final .
As explicações sobre o enredo desde o início do dueto "Sono Andanti" até ao desfalecimento de Mimi e a entrada em cena de Schaunard estão descritas na mensagem anterior.
Agora Mimi diz que está bem e chamando Musetta diz-lhe agarrando no regalo, que ele "é belo e suave, acabaram-se as mão pálidas. O calor as embelezará" o depois perante o choro de Rodolfo, lhe diz "estou bem, chorar assim porquê ? Aqui amor ,,, sempre contigo".
Entretanto Musetta reza
"Nossa senhora bendita
faz a graça a esta pobrezinha
para que não morra"
e depois após uma interrupção para dizer a Marcello, para que a protejam do frio, continua
" e que possa curar-se
Nossa Senhora santa, eu sou
indigna de perdão
enquanto Mimi
é um anjo do céu".
Entretanto Schaunard comunica a Mercelo que Mimi faleceu e quando Rodolfo se apercebe do sucedido, grita por duas vezes desesperadamente o nome de Mimi.
Alagna e Gheorghiu interpretam esta cena final .
segunda-feira, julho 09, 2007
La Bohème.13
A soberba interpretação cénica de Ileana Coturbas, a soprano romena, praticamente dispensa a explicação dessa ária "Sono andati ?Fingevo di dormire".
"Foram-se embora ?
Fingia dormir
porque queria ficar sozinha contigo
tenho tantas coisas para te dizer,
Tenho uma só,mas grande como o mar
como o mar profundo e infinito
és o meu amor e toda a minha vida"
(Este é o tom e característica da óperas de Puccini, a musica sublinha sempre a caracterização romântica da sua obra qualquer que seja o libertista.)
Continua o dialogo entre ambos, perguntado~lhe ela se ele ainda a achava bela, "como a aurora responde-lhe Rodolfo.
"Enganaste-te na comparação
querias dizer bela como um ocaso"
A música sublinha entretanto a música do primeiro acto , quando se conheceram e ela repete recordando
"Chamam-me Mimi ...
porquê não sei..."
Rodolfo mostra -lhe a touca que lhe oferecera e continuam recordando o tempo em que se conheceram, quando ela perdera a chave e ela graciosamente diz-lhe
"Meu belo menino
posso bem dizê-lo agora
encontrou-a muito depressa"
continuando depois
"Estava escuro e o meu rubor
não se via
Que mãos tão frias
deixe-me aquecê-las
Estava escuro e tu agarravas
as minhas mãos"
Mas é tomada por um espamo de asfixia e deixa cair a cabeça, esgotada, no momento em que Schaunard entra.
"Foram-se embora ?
Fingia dormir
porque queria ficar sozinha contigo
tenho tantas coisas para te dizer,
Tenho uma só,mas grande como o mar
como o mar profundo e infinito
és o meu amor e toda a minha vida"
(Este é o tom e característica da óperas de Puccini, a musica sublinha sempre a caracterização romântica da sua obra qualquer que seja o libertista.)
Continua o dialogo entre ambos, perguntado~lhe ela se ele ainda a achava bela, "como a aurora responde-lhe Rodolfo.
"Enganaste-te na comparação
querias dizer bela como um ocaso"
A música sublinha entretanto a música do primeiro acto , quando se conheceram e ela repete recordando
"Chamam-me Mimi ...
porquê não sei..."
Rodolfo mostra -lhe a touca que lhe oferecera e continuam recordando o tempo em que se conheceram, quando ela perdera a chave e ela graciosamente diz-lhe
"Meu belo menino
posso bem dizê-lo agora
encontrou-a muito depressa"
continuando depois
"Estava escuro e o meu rubor
não se via
Que mãos tão frias
deixe-me aquecê-las
Estava escuro e tu agarravas
as minhas mãos"
Mas é tomada por um espamo de asfixia e deixa cair a cabeça, esgotada, no momento em que Schaunard entra.
sexta-feira, julho 06, 2007
La Bohème.12
Musetta entra e não traz boas notícias, entra em grade aflição pedindo ajuda para Mimi, que a acompanha e está ali em perigo de vida.
Depois de acomodada Musetta conta-lhes que a encontrou na rua e que ela lhe diz que se sente a morrer e que queria morrer com Rodolfo.
Mimi pede que a deixem olhar à volta e diz que se sente ali muito bem, sente-se renascer e que ainda sente vida ali.
Musetta constata que nada há ali para se comer ou beber, enquanto Mimi diz que tem muito frio, se ao menos tivesse um regalo para aquecer as mãos geladas.
Musetta desfaz-se dos brincos e dá-os a Marcello para ele ir comprar medicamentos, enquanto Colline resolve empenhar o seu velho sobretudo, cantando uma famosa ária "Vecchia zimara senti" (uma das minhas favoritas para voz de baixo). Nessa ária ele despede-se do seu velho sobretudo lembrando os dias que passaram juntos.
"Nunca curvaste o puído dorso
aos ricos e aos potentes
Passaram pelo teus bolsos
como em antros tranquilos
filósofos e poetas.
Agora que os dias alegres se foram
digo-te adeus , fiel amigo meu,
adeus, adeus"
Saíem todos deixando Mimi e Rodolfo sozinhos.
Depois de acomodada Musetta conta-lhes que a encontrou na rua e que ela lhe diz que se sente a morrer e que queria morrer com Rodolfo.
Mimi pede que a deixem olhar à volta e diz que se sente ali muito bem, sente-se renascer e que ainda sente vida ali.
Musetta constata que nada há ali para se comer ou beber, enquanto Mimi diz que tem muito frio, se ao menos tivesse um regalo para aquecer as mãos geladas.
Musetta desfaz-se dos brincos e dá-os a Marcello para ele ir comprar medicamentos, enquanto Colline resolve empenhar o seu velho sobretudo, cantando uma famosa ária "Vecchia zimara senti" (uma das minhas favoritas para voz de baixo). Nessa ária ele despede-se do seu velho sobretudo lembrando os dias que passaram juntos.
"Nunca curvaste o puído dorso
aos ricos e aos potentes
Passaram pelo teus bolsos
como em antros tranquilos
filósofos e poetas.
Agora que os dias alegres se foram
digo-te adeus , fiel amigo meu,
adeus, adeus"
Saíem todos deixando Mimi e Rodolfo sozinhos.
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